Sem previsão de retorno do serviço de transporte público em Campo Grande, por conta da greve dos motoristas do Consórcio Guaicurus, na manhã desta terça-feira (21), o campo-grandense que tem os ônibus como principal condução na rotina teve que buscar alternativas para chegar ao destino, como o trabalho e a escola.

Na Rua da Divisão, no bairro Parati, vários passageiros aguardavam e descobriram no ponto de ônibus a suspensão das rotas. É o caso da estudante Jenifer Lima, de 15 anos, que teve de desembolsar gasto extra para pedir um carro de aplicativo. Havia uma prova marcada no IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul), entretanto, devido à dificuldade de colegas em chegar ao local, a avaliação foi adiada.

Jenifer tinha prova na IFMS e precisava de ônibus
Jenifer tinha prova no IFMS (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax)

A caminho da escola, também com prova prevista, Victor Hugo, de 16 anos, foi pego de surpresa e só soube da suspensão no serviço por outros passageiros no ponto. “Vou ver o que fazer, talvez volte para casa, tentar falar com uns amigos também”, disse.

Já a autônoma, Alice Ferrari, de 47 anos, precisou ligar e pedir carona ao filho. “É uma pena. Vim pegar ônibus e vi todo mundo esperando. Chego 8h no trabalho, estou aguardando meu filho me buscar para levar”.

Leonardo, vendedor ambulante
Leonardo, vendedor ambulante (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax)

O impacto foi sentido, inclusive, por quem tem os passageiros como clientes, caso do vendedor ambulante Leonardo Ferreira Maciel, de 52 anos. Sem movimento pela manhã, avisava quem chegava no ponto de ônibus sobre a greve. “Chego 5h30 e vou embora desse ponto 9h, hoje está bem fraquinho”.

Sem previsão de retorno nos ônibus

As garagens das empresas de ônibus de Campo Grande amanheceram fechadas, na manhã desta terça-feira (21), por conta da greve deflagrada pelo sindicato da categoria. Na garagem da Viação Campo Grande, no bairro Ana Maria do Couto, apenas alguns funcionários do administrativo estavam no local. Já na Viação São Francisco, na avenida Euler de Azevedo, apenas funcionários da manutenção, que também foram dispensados, ainda estavam no local por volta das 8 horas.

Segundo informações, os motoristas do serviço de transporte coletivo também foram surpreendidos pela greve. Quando os trabalhadores chegaram para dar início ao expediente, por volta das 4 horas, foram dispensados. Eles foram informados que os ônibus não rodam em Campo Grande nesta terça-feira.