Mesmo após o Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes MS) tranquilizar moradores sobre o estoque de combustível na cidade, alguns postos de Campo Grande registraram movimento acima do normal na manhã desta terça-feira (1°). Na fila, clientes com medo de que falte gasolina por conta dos bloqueios feitos por manifestantes nas rodovias do Estado. 

Mesmo com o frio, alguns postos registraram clientela ansiosa já às 5h, logo após a abertura. Especialmente por conta do horário, o movimento foi considerado atípico por frentistas.

Em volta pela cidade antes mesmo , equipe do Jornal Midiamax verificou fila em postos das ruas Padre João Crippa, Brilhante e Cônsul Assaf Trad. A mesma situação se repetiu em unidades na Avenida Três Barras, na rotatória com a Rua José Nogueira Vieira, Avenida Mato Grosso esquina com a Yokoama, Bahia com Eduardo Santos Pereira. 

Ontem (31), o Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes MS) emitiu comunicado informando que Campo Grande tem combustível suficiente para atender a demanda da cidade. Já no interior, a recomendação é para que haja limitação da quantidade de litros por cliente.

“No interior sei que vários postos aderiram e estão limitando por litro. Mas em Campo Grande conversei com as distribuidoras e o estoque aguenta a demanda até quarta-feira (2). Não sei por que essa correria aos postos”, afirma Edson Lazarotto, diretor do Sinpetro.

Protestos e bloqueios

No domingo (30), após o anúncio da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República, no segundo turno da eleição, grupos de caminhoneiros iniciaram bloqueios em diversos pontos do país.

Em Mato Grosso do Sul, os bloqueios começaram nas rodovias federais, que chegaram a ter dezenas de trechos ocupados. Depois dos diferentes atos pelos Brasil, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, determinou o total desbloqueio das estradas federais fechadas pelos manifestantes. 

Pela decisão, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e polícias militares estaduais deverão cumprir a decisão e garantir total trânsito de veículos.