Para cadeirantes, shows da Expogrande foram marcados por falta de acessibilidade

| 02/05/2022
- 09:57
cadeirante
Situação de passagem de cadeirantes até área destinada. (Foto: Leitor Midiamax)

Pouca ou nenhuma visibilidade do palco e um verdadeiro caminho cheio de obstáculos até o espaço reservado para cadeirantes foram registrados nos shows da Expogrande deste ano, montado, excecionalmente, no Shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande. PcDs (Pessoas com Deficiência) apontaram várias falhas na estrutura organizada.

A agenda de eventos encerrou no último sábado (30), ainda sim, a organização para o com determinada limitação frustrou quem foi ao evento para se divertir. É o caso de Mateus Dias de Oliveira Gomes, de 18 anos, que não conseguiu — sequer, segundo ele — avistar o palco no show do cantor Luan Santana.

“Nenhum cadeirante que estava ali conseguia ver os cantores. Temos que ter uma área especial para que possamos assistir ao show sem ter problemas, sem ter muitas pessoas na frente. Fiquei muito triste, eu e os meus amigos não conseguimos ver o show todo”.

Outro cadeirante, que preferiu o anonimato, desabafou sobre a situação em que várias pessoas ficaram na sua frente. No trajeto até o espaço reservado para PcD, não haviam rampas, como mostrado nas imagens enviadas por ele. Nesse local havia cerca de oito pessoas.

Para evitar mais aborrecimento, ele preferiu vender o ingresso do próximo show. “Quem foi no Thiaguinho me disse que tinham mudado o espaço, deixando melhor, mas não quis ir mais”, lamenta.

Os desafios sem rampas de acessibilidade para os cadeirantes

cadeirantes tiveram vários obstáculos
Cadeirantes tiveram vários obstáculos. (Foto: Leitor Midiamax)

Também sem querer se identificar, a mãe de um cadeirante, de 16 anos, conta que o show foi bom, ela sim podia ver tranquilamente o evento, mas, o filho, não. O caminho até o espaço destinado estava cheio de obstáculos, ainda que empurrasse a cadeira dele, enfrentou dificuldades.

“O show foi bom, eu e ele gostamos muito do Thiaguinho, mas o caminho até estava horrível. Não tinha banheiro próximo, então, eles tiveram que segurar o ‘xixi’ bastante tempo. Eu não me arrependo de ter ido, mas quando se fala em acessibilidade, deixou a desejar. Todo tem direito de se divertir. Campo Grande tem que promover mais acessibilidade”, ressaltou.

A reportagem entrou em contato com a Dut's Entretenimento, organizadora do festival, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para um posicionamento.

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