Ocupação em área de preservação é alvo de reintegração de posse em Campo Grande

Invasores tiveram casas destruídas
| 02/02/2022
- 21:11
Ocupação em área de preservação é alvo de reintegração de posse em Campo Grande
Marizete Pereira e Laiz Moura/Moradoras da ocupação

Área de ocupação em zona de proteção ambiental no Parque do Lageado foi alvo de reintegração de posse na tarde desta quarta-feira (2), em Campo Grande. No local, cerca de 30 famílias montaram barracos na semana passada.

A moradora Laiz Moura ocupa o lugar há 4 meses e aponta que nenhuma orientação ou aviso foi dado. "Só chegaram derrubando os barracos que estavam aqui e estão andando aí para caçar mais barraco para derrubar. Eu não sei o que está acontecendo, ninguém avisou nada", desabafou.

Outra moradora da ocupação relata que teve sua casa desmanchada pela segunda vez. "Aqui tem 200 barracos e eles derrubaram meu barraco, estou com o meu neto no (...) eles desmancharam meu barraco a primeira vez, agora vieram e esperaram eu buscar o material reciclável na rua e derrubaram meu barraco de novo".

A catadora de material reciclável Marizete Pereira relata que a situação é difícil e que a ocupação é uma luta por seus direitos. "Tem criança pequena, tem mulher grávida. Não tem como viver de um salário mínimo pagando aluguel, entendeu? Tem que pagar aluguel, tem que comer, tem que pagar água, pagar luz (...) A gente está lutando por um direito nosso (...) A gente gasta dinheiro para comprar telha e poder fazer [a casa] para eles virem quebrar", exprime a moradora. 

Em nota, a (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários) esclarece que se trata de invasão recente de área de APP (Área de Preservação Permanente). Os fiscais da prefeitura estavam monitorando a área desde a semana passada e havia 30 famílias no local. 

Ainda conforme a agência, não houve força policial para derrubar barracos que estavam vazios. A Amhasf destacou que somente os que não haviam indícios de pessoas morando neles é que foram derrubados. 

A Amhasf destacou que aas famílias haviam sido notificadas e que foi verificado que os invasores estariam derrubando cortina arbórea plantada para recuperar a área.

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