Seja por proteção do sol ou segurança do carro, as películas automotivas conhecidas popularmente por insulfilm tem grande adesão no Brasil. Recentemente o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) atualizou as regras para uso do insulfilm em veículos, que já estão em vigor e o descumprimento pode gerar multa.

A partir de 1º de junho de 2022 passou a ser limitada em mínimo de 70% a transmitância luminosa dos vidros considerados indispensáveis do veículo, não podendo ser inferior a este percentual. Antes da resolução nº 960 o limite era 75% de transparência.

O Contran considera como vidros indispensáveis para a direção do veículo com segurança, o para-brisa e os vidros laterais dianteiros. E a faixa de 20 centímetros na parte inferior do para-brisas dos veículos de carga com peso Bruto Total superior a 3.500 kg e dos micro-ônibus e ônibus.

Já nos demais vidros dos veículos, a resolução do Contran estabelece mínimo de 28% de transparência. A regra se aplica aos vidros traseiros, por exemplo.

Bolhas e películas refletivas

O insulfilm tem vida útil estimada em três anos, isso porque deteriora com a exposição ao sol. Um dos sinais de que é hora de trocar a película é o aparecimento de bolhas de ar. Outro motivo para o aparecimento das bolhas é a baixa qualidade do insulfilm.

Além de dificultar a visão do motorista, as bolhas comprometem a segurança na condução do veículo. Por isso, o Contran decide que é proibido circular com películas com bolhas na área crítica de condução do condutor.

Outro item proibido é a utilização de películas refletivas nas áreas envidraçadas do vidro, conhecido popularmente por insulfilm espelhado.

O ideal é que o proprietário do veículo realize a troca do insulfilm sempre quando bolhas aparecerem.

Nos demais vidros dos veículos, a resolução do Cotran estabelece mínimo de 28% de transparência
Novas regras foram definidas pelo Contran. (Foto: Nathalia Alcântara/Midiamax)

Insulfilm clareia com o tempo

Proprietário da Paddock Acessórios, Claudio Marques Costa, explica que a película clareia com o tempo, devido à exposição ao sol. Uma película escura 100%, por exemplo, em um ano chega a 70%. “Se o carro fica muito no sol em questão de meses cai o percentual”.

Além disso, ele afirma que mesmo com as regras, muitos motoristas fazem questão do insulfilm mais escuro. “Não muda nada porque sempre teve a ilegalidade. Sempre tem divergências de transparência. O cliente pede 100% eu aviso que é ilegal, mas se ele pede a gente faz”, diz.

Apesar dos que insistem em andar irregular, Claudio afirma que a maioria das pessoas coloca a película por segurança, evitando assim que estranhos consigam ver o interior do veículo e os pertences pessoais existentes.

Além disso, o insulfilm também é bastante utilizado para quem quer se proteger do sol, visto que a película barra o sol e protege o condutor e passageiros.

Descumprimento está sujeito a multa

Desobedecer às regras impostas pelo Contran para o insulfilm é considerado infração grave, com multa de R$ 195,23, cinco pontos no prontuário da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e retenção do veículo para regularização.

Entre janeiro e outubro de 2022, o Detran MS multou 1.172 motoristas por conduzir veículo com vidro total ou parcialmente coberto por película, painéis ou pintura. Em maio deste ano, 164 condutores receberam multas pela infração.