Comunidade acadêmica da UFGD repudia injúria racial contra professor em Dourados

Docente estava com a família em um supermercado da cidade quando foi agredido por um casal
| 05/08/2022
- 07:55
Comunidade acadêmica da UFGD repudia injúria racial contra professor em Dourados
Professor é nigeriano e trabalha com estudantes de pós-graduação da UFGD (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

Nota divulgada nesta quinta-feira (4) por docentes, técnicos administrativos e estudantes repudia a violência racial às diversas etnias e raças e manifesta apoio ao nigeriano Sikiru Olaitan Balogun. Ele é professor visitante da UFGD (Universidade Federal da Grande ) e foi agredido em supermercado atacadista de Dourados na última quarta-feira (3).

A manifestação pública da universidade foi sugerida pelo reitor Jones Dari Goettert, durante a reunião do CEPC (Conselho de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura), conforme foi adiantado pela reportagem do Midiamax e divulgada no final da tarde.

Segundo a instituição, o documento ainda manifesta o repúdio da comunidade acadêmica a todas as formas de preconceito, discriminação, racismo e violência que têm sofrido pessoas das mais diversas condições étnico-raciais, sobretudo negras e negros e indígenas, no Brasil e em outros países.

Sikiru Olaitan Balogun é doutor em Ciências da Saúde, na área de Farmacologia de Produtos Naturais, tendo cursado, também, pós-doutorado na mesma linha de pesquisa. O docente é nascido na e vive no Brasil há 11 anos, sendo dois deles em Mato Grosso do Sul. Atua na UFGD como professor visitante na Faculdade de Ciências da Saúde e dá aulas no Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde.

Além da nota do CEPEC, o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal da Grande Dourados também repudiou os atos de violências racistas sofridas pelo professor doutor que trabalha na UFGD há dois anos.

“Atos como estes ferem a nossa dignidade humana, faz perceber que o racismo é uma estrutura que opera em todas as esferas da sociedade brasileira, sejam elas, atitudes individuais ou coletivas, por vezes, naturalizadas no cotidiano como aceitáveis”, diz a nota.

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