Documento assinado por cerca de 70% dos servidores do CCZ (Centro De Controle De Zoonoses) de expõe desentendimento dos trabalhadores com a chefe do órgão, a médica veterinária Juliana Resende Araújo. No documento, encaminhado à (Secretaria Municipal de Saúde), eles pedem o afastamento da diretora. 

No relato, os agentes afirmam que, desde que assumiu a direção do CCZ, em 2019, Juliana tem criado “um ambiente tóxico, exacerbando comportamento arrogante, prepotente, agressivo, expositivo e ríspido com os funcionários”. 

Por conta da situação, descrita como “insuportável”, os trabalhadores afirmam que, desde a nomeação da diretora, “muitos vêm apresentando crise de pânico e ansiedade, inclusive, com aumento considerável de  atestados psicológicos, relotação de agentes para outros órgãos, caso de exoneração a pedido e frequentes solicitações de saída de servidores da escala de plantão, sobrecarregando os que ainda permanecem”.

Entre as situações expostas no abaixo-assinado, são listadas como comunicações não éticas, com uso indiscriminado de mensagens até mesmo fora do horário de serviço e linguagem agressiva.

“São inúmeras as cobranças relativas ao trabalho feitas de maneira desrespeitosa, expondo servidores na frente de colegas de trabalho, até mesmo na frente de munícipes, omissão de informações de interesse coletivo e proibição de específicas”, diz o texto. 

Uso do cargo para fins pessoais

Na denúncia enviada ao novo secretário municipal e saúde, Sandro Benites, os servidores ainda afirmam que Juliana viria “se valendo do cargo para proveito pessoal”.

Marcos Tabosa, vereador de Campo Grande, disse que está investigando informação de que a diretora estaria aceitando animais de clínicas particulares para descarte no CCZ. 

“É uma denúncia grave. Estamos analisando documentos para verificar a veracidade de tudo e na sexta-feira vamos nos reunir com o secretário de saúde para pedir o imediato afastamento da diretora”, explica o vereador. 

Em imagens encaminhadas ao vereador é possível ver animais para descarte no CCZ, enrolados em sacolas plásticas com selo de empresas privadas.

Em nota, a Sesau afirmou que o caso está sendo acompanhado. “As partes devem ser ouvidas e, caso necessário, poderá ser aberto um processo de sindicância para apurar a conduta de todas as pessoas envolvidas e proceder com as devidas sanções administrativas”, informou.

Confira o abaixo-assinado: