A vacina contra o enfim chegou ao Mato Grosso do Sul e a campanha de imunização já começou na terça-feira (19) em vários municípios. Das 158 mil doses recebidas em MS, 97 mil são destinadas à população indígena e a SES (Secretaria de Estado de Saúde) pede agilidade na imunização. 

Em live realizada nesta quarta-feira (20), o secretário Geraldo Resende reforçou que a vacinação dos indígenas deve ser feita no prazo máximo de uma semana em Mato Grosso do Sul. Ele explica que a imunização dos povos indígenas fica por responsabilidade das prefeituras e do Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena). 

“É a população mais vulnerável, por isso está no PNI (Plano Nacional de Imunização), pela condição inerente aos povos indígenas espalhados pelo nosso país”, disse Resende.

Justamente por priorizar esse grupo, o plano de imunização do foi alvo de críticas, que questionam o porquê deste grupo ser “privilegiado”. A situação piorou quando foi confirmada a informação de que mais da metade das doses de enviadas ao Estado seriam para indígenas.

É preciso ressaltar que povos indígenas sempre foram prioridades nos planos de imunização do país. Diante de uma pandemia, portanto, a situação não seria diferente. Isso porque os indígenas são historicamente mais vulneráveis que os não-indígenas e, inclusive, compreendem campanhas de vacinação próprias.