Os níveis dos rios e Paraná – os dois principais que banham – continuam abaixo da média e a previsão é de que somente em março devem voltar a altura normal, conforme a Administração de Navegação e Portos do Paraguai.

No Rio Paraguai, que sofreu com a estiagem do ano passado e atingiu seu menor nível dos últimos 47 anos em MS, a situação é mais preocupante, pois afeta o transporte fluvial. O boletim ressalta que esse fenômeno é comum para a época do ano, mas que a recuperação dos níveis da água estão mais lentos devido ao estado crítico que o rio atingiu no ano passado.

Conforme boletim do (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), nesta segunda-feira (11) a régua de medição de marcava 44 cm, sendo que o pior nível foi verificado em outubro do ano passado, alcançando -32cm.

O que ocorre é que, apesar de haver chuvas contínuas nas últimas semanas, os rios não têm uma vazão maior que o sustente, então oscilam para níveis maiores e menores a cada semana.

“Tanto o rio Paraná quanto o Paraguai estão em situação negativa, ambos sofreram uma grande descida e continuam nessa situação. O rio Paraná é muito baixo, extremo; o rio Paraguai tem um nível normal de água baixo. São águas rasas que ocorrem anualmente ”, afirmou a Administração de Navegação de Portos do Paraguai.

“Esperamos que nos primeiros meses isso se normalize e ajude a navegação, mas, segundo as projeções, é alto o percentual de que o fenômeno La Niña se estenda ao longo de janeiro, portanto, teremos que esperar um pouco mais para que isso aconteça normalizar a situação. As águas do Pantanal geralmente ajudam em março, e no inverno temos chuvas que geralmente favorecem ”, conclui.