A informação chegou ao Jornal Midiamax por membros da comissão das turmas eliminadas, que buscam recorrer da decisão da Espen (Escola Penitenciária de Mato Grosso do Sul) desde março de 2020.

À reportagem, o grupo relatou que os integrantes foram aprovados no concurso de 2016 e que iniciaram o curso de formação em outubro de 2019. Porém, três meses depois de passarem por avaliações técnicas, foram desclassificados por não alcançarem a nota mínima para prosseguir no certame da Polícia Penal.

Ao saberem que turmas anteriores tiveram o direito de fazer uma ‘recuperação’ em algumas etapas do curso, os eliminados decidiram recorrer à decisão Espen, principalmente porque um processo de reobtenção de pontuação teria ocorrido no concurso anterior.

“Somos mais de 50 alunos que tiveram o direito de fazer uma recuperação negado. Diante da informação que tivemos, procuramos os meios legais e decidimos recorrer judicialmente a decisão da Espen e do Governo, pois deixamos nossos empregos e muitas coisas para trás para sermos eliminados de uma maneira tão simples. Outras turmas tiveram o direito de fazer a recuperação. Então por que, justo na nossa vez, não podemos usufruir disso? É uma coisa muito chata o que estamos enfrentando”, diz um dos membros.

Ao Jornal Midiamax, a assessoria da afirmou que, desde a publicação do edital, consta-se que o curso de formação é uma fase de especialização, além de ser de caráter eliminatório e classificatório. Ou seja: caso o aluno não alcance a nota mínima de 7,0 será desclassificado e, por fim, eliminado — sendo considerado inapto para integrar cargo na Polícia Penal. 

Em nota, a Espen também se pronunciou sobre o assunto e diz que a banca obedeceu todos os critérios previstos no edital. 

“Com relação ao Curso de Formação citado no questionamento, foi obedecido todo o processo legal e administrativo, assegurando aos alunos reprovados recorrerem dentro dos prazos estabelecidos, sendo feita análise pelo professor e comprovado que não atingiram o índice mínimo de respostas corretas na avaliação, não havendo legalidade para aplicação de uma nova prova”, explicou.