PMA inicia operação para fiscalizar pesque-e-solte no Rio Paraguai

Fiscalização já começou na foz do Rio Apa e visa a impedir morte e captura de peixes; proibição à pesca termina no fim de fevereiro.
| 31/01/2021
- 21:34
PMA inicia operação para fiscalizar pesque-e-solte no Rio Paraguai
Lancha será usada em fiscalização. (Foto: PMA/Divulgação) - Lancha será usada em fiscalização. (Foto: PMA/Divulgação)

Com a abertura da pesca na modalidade pesque-e-solte no Rio a partir desta segunda-feira (1º), a PMA (Polícia Militar Ambiental) anunciou que já realiza um trabalho estratégico de fiscalização. A medida acompanha a movimentação de barcos de pescadores, que já se deslocam com turistas pela região.

A estratégia, conforme a corporação, envolve o reforço no policiamento nos municípios de Corumbá e Porto Murtinho, dois dos mais visitados por pescadores amadores e esportistas e que ficam às margens do Rio Paraguai ao longo das fronteiras com Bolívia e Paraguai, respectivamente. O Parque Nacional do Pantanal, na divisa com Mato Grosso, também é patrulhado.

A fiscalização conta com o reforço de equipes de Campo Grande e outras subunidades da PMA no Rio Paraguai e outros integrantes da bacia –a autorização do pesque-e-solte vale apenas para o leito do Rio Paraguai. Por isso, desde sábado (30), uma operação já é realizada na foz do Rio Apa, de onde anzóis de galho e espinhéis já foram retirados.

A fiscalização tenta evitar que pescadores que praticarão a modalidade permitida (pesque-e-solte) matem o peixe. Se isso ocorrer, a pessoa será presa por pesca predatória, tento em vista que ainda vigora o período de defeso para a proteção da .

Equipes estarão na região do Porto Geral de Corumbá, de onde sairão embarcações pesqueiras com turistas, para trabalho de orientação. Uma lancha de grande porte será utilizada na operação.

À exceção do pesque-e-solte na calha do rio Paraguai, a PMA informa que a única pesca permitida neste período na bacia do Rio Paraguai e nos rios de domínio do Estado na Bacia do Paraná é a de subsistência, liberada aos ribeirinhos –que podem capturar 3 kg ou um exemplar, respeitando as medidas permitidas, porém, não pode comercializar o peixe. Até a pesca de varinha na margem do rio está proibida.

Com regras e limites, pesca segue liberada nos lagos de usinas do Rio Paraná

Nos Lagos das usinas do Rio Paraná a pesca é permitida. Para o pescador amador é liberada a captura de 10 kg mais um exemplar de peixes exóticos e não nativos da bacia, tais como tucunaré, corvina, tilápia e bagre africano, entre outros. Para o pescador profissional não existe cota de captura destas espécies, desde que não utilize petrechos proibidos, incluindo redes de pesca.

A pesca segue proibida até 28 de fevereiro. O desrespeito à legislação pode levar os infratores a serem presos e encaminhados à Delegacia de Polícia para lavratura do auto de prisão em flagrante, podendo, se condenados, pegarem penas de um a três anos de detenção, terão todo o material de pesca e mais motor de popa, barcos e veículos utilizados na infração apreendidos e serão multados entre R$ 700 a R$ 100 mil, mais R$ 20 por quilo do pescado irregular.

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