Jornal Midiamax. 

O titular da (Secretaria de Estado de Saúde) comenta que não há um consenso sobre os números para considerar a imunidade coletiva. Entre especialistas, o percentual varia de 60% a 90%. 

“É um marco, uma meta. Estes números não têm consenso na literatura mundial, mas vamos avançar mais ainda. A gente pode chegar, até o início de outubro, a 80% imunizados. Vamos trabalhar intensamente para passar este número”, afirma Resende. 

Infectologista recomenda atingir ao menos 80% de imunizados

A meta da imunidade coletiva tem sido buscada por conta da presença da variante Delta, que já circula em . “Nossa estratégia é avançar na D2 e na 3ª dose dos idosos. O impacto da presença da variante Delta será mínimo se nós conseguirmos, em parceria com os municípios, avançar [na vacinação]”, reforçou o secretário Geraldo Resende nesta semana.

Contudo, especialista defende que o percentual de imunizados deve ser maior. Apesar do alto índice de vacinação contra o coronavírus, os sul-mato-grossenses não podem se considerar seguros contra a variante Delta. Cuidados como o isolamento social, evitar aglomerações, uso de máscaras e higiene das mãos continuam essenciais. 

O infectologista da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Julio Croda, explica que Mato Grosso do Sul ainda precisa avançar na imunização. Para alcançar a imunidade coletiva, o Estado precisa atingir de 80 a 90% da população com o ciclo vacinal completo, ou seja, com as duas doses ou a dose única.

MS continua vacinação de adolescentes

Mesmo depois que o Ministério da Saúde recomendou a suspensão da vacinação em adolescentes contra o coronavírus, Mato Grosso do Sul definiu que irá continuar o processo de imunização. A definição foi divulgada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) na quinta-feira (17) e, por enquanto, a estratégia é utilizar as doses que estão disponíveis nos municípios. Somente nesta semana, o Estado recebeu 142,7 mil doses da Pfizer, imunizante utilizado na vacinação dos adolescentes.

Em Mato Grosso do Sul, 58,86% dos adolescentes de 12 a 17 anos já foram vacinados com ao menos uma dose da Pfizer. Os dados são do Vacinômetro e a estimativa é que o Estado tenha 278,2 mil adolescentes sem comorbidades, por isso ainda falta vacinar cerca de 114,4 mil jovens com a 1ª dose. A imunização dos adolescentes começou há pouco mais de um mês e MS foi o primeiro a iniciar a vacinação do grupo. 

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