A afirmou que nenhum dos seis medicamentos liberados pela Anvisa integram o quadro de remédios da farmácia da instituição.

“Conforme informado pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da Santa Casa, a instituição não chegou a adquirir nenhuma dessas medicações citadas, ou seja, elas não fizeram parte das terapêuticas utilizadas nos pacientes em tratamento da COVID-19 na Santa Casa durante a pandemia”, disse em nota.

Sem demanda nos hospitais

A Unimed disse que no da cooperativa em adquire os medicamentos de acordo com a necessidade, demanda ou prescrição médica. E reforçou que a vacinação tem sido grande aliada na redução de pacientes em estado grave.

“Em relação ao tratamento de nossos pacientes, reforçamos que a Unimed CG segue todas as orientações e protocolos do Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde e demais órgãos oficiais de saúde, visando prestar assistência de alta qualidade e com total segurança aos seus beneficiários”, disse.

A Cassems (Caixa dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul) disse em nota que a junta médica segue monitorando a necessidade de terapias, mas que ainda não houve a necessidade.

“Caso surja a necessidade, a gestão da unidade hospitalar avaliará a possibilidade de incorporar ou não novas substâncias em seu arsenal medicamentoso, de acordo com a prescrição dos médicos especialistas. A Cassems continua acompanhando a necessidade de utilização de medicamentos para tratamento da Covid-19”, disse em trecho de posicionamento.

A reportagem acionou o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), mas até o fechamento desta matéria, não havia se posicionado.

Veja quais são os medicamentos liberados no Brasil:

  • Rendesivir, do laboratório Gilead: antiviral injetado, indicado apenas para pacientes com pneumonia que precisam de oxigênio extra para ajudá-los a respirar, mas que não estejam sob ventilação artificial.
  • Regkirona, anticorpo monoclonal da Celltrion Healthcare: a indicação é somente para pessoas com covid leve ou moderada, sem necessidade de suplementação de oxigênio, com alto risco para progressão da doença.
  • Banlanivimabe e etesevimab, anticorpos da farmacêutica Eli Lilly: a orientação é apenas para pacientes com formas leve a moderada da doença, com alto risco de piora do quadro.
  • Baricitinibe, também da Eli Lilly: indicado para pacientes adultos hospitalizados que necessitam de oxigênio por máscara ou cateter nasal, ou que necessitam de alto fluxo de oxigênio ou ventilação não invasiva.
  • Regen-Covi (casirivimabe e imdevimabe), anticorpos monoclonais das farmacêuticas Regeneron e Roche: para quadros leves e moderados de covid-19, com alto risco de progredir para formas graves da doença.
  • Sotrovimabe, da empresa GlaxoSmithKline: orientação é para caso de leve a moderado em pacientes que estão em risco de progressão para o estágio grave da doença.

Paraguai libera medicamento nas farmácias

O Paraguai liberou a venda do medicamento molnupiravir, usado no tratamento da Covid-19 e remédio já pode ser encontrado nas farmácias paraguaias. Na fronteira com o território paraguaio, os moradores de Mato Grosso do Sul poderiam ter acesso ao remédio atravessando a divisa, mas de acordo com o CRF-MS (Conselho Regional de Farmácia), a importação pode ser considerada um crime.

No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu o pedido para uso emergencial da pílula da fabricante americana, Merck Sharp & Dohme. No entanto, ainda não foi definida a liberação do medicamento em solo brasileiro, pois é estipulado um mês para a aprovação.

Com a incerteza do medicamento nas farmácias brasileiras, o cidadão que procurar comprar o molnupiravir, em Pedro Juan Caballero, por exemplo, pode enfrentar sanções. Assim como donos de farmácias que, eventualmente, forem flagrados vendendo o remédio.

Conforme o presidente do CRF-MS, Flávio Shinzato, o molnupiravir ainda não tem legalidade no Brasil e quem for pego comercializando o remédio poderá sofrer penalidades no meio civil, sanitário e ético.

“Este é um medicamento que não está regulamentado no Brasil, logo se torna uma droga não lícita. De acordo com as leis brasileiras, um profissional que for pego comercializando produtos em estabelecimento em solo brasileiro sem registro, fica sujeito às infrações sanitárias e ainda responde criminalmente”, explicou.

Mas se um morador quiser comprar o medicamento em solo paraguaio? Flávio explica que até mesmo um cidadão comum pode enfrentar ‘dores de cabeça’ caso compre o remédio e importe para o lado brasileiro da fronteira.

“Se esse mesmo medicamento for comprado por um cidadão comum, ele pode estar cometendo um crime. Ele não tem amparo legal e também não tem amparo se esse medicamento tiver comprometido a sua saúde. Se consumir em solo paraguaio, ele assume que consuma um medicamento cuja sem registro no Brasil e não tenha amparo”, orientou.

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