Praticamente todo mundo espera poder andar sem nas ruas logo. Muitos acreditam que depois da essa é a realidade que os aguardam. Entretanto, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) destaca que é importante manter todas as medidas de biossegurança, mesmo após a imunização contra o coronavírus.

Ao Jornal Midiamax, a secretária-adjunta da Saúde Cristhinne Maymone reforçou que a população de Mato Grosso do Sul e do Brasil inteiro deverá cooperar mesmo após serem vacinados. Além disto, ela lembrou que lidamos com uma doença desconhecida, que a cada dia avançamos um pouco no conhecimento dela.

“Mas o que a gente tem de evidências científicas para conter a doença? Temos a máscara, as medidas de higiene e o distanciamento físico entre as pessoas”, detalhou. Assim, a expectativa da SES é que maior parte da população já tenha sido vacinado até o final do ano. “Então a população esse ano ainda vai ter que conviver com todas as regras”.

Outro fator importante foi lembrado pela secretária: “a gente não tem medicamento para a Covid-19, temos apenas o imunizante”. Com isso, mesmo as pessoas que já receberam a primeira dose devem ficar atentas para os mesmo hábitos de prevenção. A secretária lembra que os estudos científicos da , realizado pelo Butantan, foram baseados em duas doses da vacina.

Ou seja, para garantir a eficácia de até 100% em casos graves, é necessário aguardar as duas doses para ser completamente imunizado.  “Elas precisam manter as mesmas medidas de biossegurança. Nós estamos com uma mutação gênica, que é importante”. 

“Agora a gente tem um elemento novo e já temos evidências que essa cepa é mais transmissível”. De acordo com a secretária-adjunta, é preciso se preocupar com a nova cepa, que alguns órgãos já alertaram que a variante pode estar no país inteiro. “Ainda não há evidência científica de que essa mutação é mais grave”, informou. 

Contudo, “não sabemos se a vacina vai ser eficaz contra ela. Então o que isso significa? Que o vírus mudou”. Para ela, as pessoas devem começar a entender que não é apenas uma questão de organização de Saúde.

Cristhinne ressaltou que com a imunização dos profissionais de Saúde, o desfalque desta repartição deve ser diminuído. “Temos que tem noção que os trabalhadores da linha de frente são finitos, os hospitais e leitos também são. A população tem que ajudar um pouco, nesse momento, com distanciamento”, pediu.