Cotidiano

Fora da zona de alerta, taxa de ocupação de UTI Covid cai para 34% em MS

Boletim da Fiocruz coloca Estado com bandeira verde no mapa de leitos

Mylena Rocha Publicado em 09/09/2021, às 10h30

Estado está há mais de um mês fora da zona de alerta para ocupação de leitos.
Estado está há mais de um mês fora da zona de alerta para ocupação de leitos. - Henrique Arakaki/Midiamax

Mato Grosso do Sul continua fora da zona de alerta para ocupação de leitos no país. O Estado está classificado com a bandeira verde no mapa desde o final de julho. Os dados foram divulgados na edição extraordinária do Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) de quarta-feira (8) e apontam uma queda na ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para pacientes com coronavírus. 

Dados do boletim desta semana apontam que a taxa de ocupação de leitos de UTI para pacientes graves de covid caiu para 34% em Mato Grosso do Sul. Na edição passada, o Estado estava com 37% de ocupação nos hospitais. 

A edição do boletim revela a melhora nas taxas de ocupação de leitos de UTI para adultos no SUS (Sistema Único de Saúde). A melhora tem sido percebida há semanas e agora mais de 90% das unidades da Federação e 85% das capitais estão fora da zona de alerta (taxas < 60%). A Fiocruz aponta que Roraima (82%) é o único estado na zona crítica, com índice superior a 80%, mas encontra-se em situação particular de poucos leitos disponíveis. 

Dados da Fiocruz ainda apontam que Campo Grande tem uma taxa de ocupação de leitos em 39%. Atualmente, somente duas capitais brasileiras estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 superiores a 80%: Boa Vista (82%) e Rio de Janeiro (94%). 

Cuidados com a variante Delta

Mato Grosso do Sul registrou nesta semana os primeiros casos confirmados da variante Delta. Mais transmissível, a nova cepa estava circulando no Estado desde julho. No último boletim, a Fundação alertou sobre o perigo da nova cepa. 

“A vacinação precisa ser acelerada e ampliada. Coloca-se o desafio para os gestores de conciliar a administração da segunda dose para quem recebeu a primeira, o reforço para os idosos que receberam a segunda há mais de seis meses e a ampliação da vacinação aos adultos ainda não vacinados, assim como adolescentes e crianças. A vacinação de gestantes também é uma meta a ser perseguida”, orientam especialistas da Fiocruz.

Jornal Midiamax