Cotidiano

Com altos impostos de Reinaldo, MS tem o combustível mais caro do Centro-Oeste, aponta pesquisa

O preço do combustível no estado apareceu no topo de ranking como mais caro pelo 2° mês seguido

Mariane Chianezi Publicado em 10/05/2021, às 15h31

Gasolina em MS é a mais cara do Centro-Oeste, aponta pesquisa
Gasolina em MS é a mais cara do Centro-Oeste, aponta pesquisa - Marcos Ermínio, Midiamax

Com o litro da gasolina chegando perto de R$ 6 em Mato Grosso do Sul, uma pesquisa apontou que o preço do combustível é considerado o mais caro do Centro-Oeste. A média do litro é vendido em MS por R$ 5,93. Em Mato Grosso do Sul, o ICMS cobrado sobre a gasolina é de 30%, um dos mais caros do país. 

Conforme o levantamento da IPTL (Índice de Preços Ticket Log), no mês de março, o preço do litro da gasolina era vendido a R$ 5,93 em média no estado, colocando MS no topo dos estados com o valor mais caro do combustível.

No mês de abril, o preço da gasolina aumentou R$0,02, estado com média atual de R$ 5,95 o litro. Desta forma, a gasolina comprada em perímetro sul-mato-grossense ainda é a mais da região. Em Campo Grande, em recente levantamento feito pelo Jornal Midiamax, mostrou que a gasolina é vendida com R$ 0,25 de diferença nos postos

Por outro lado, o valor do diesel comercializado é o menor do Centro-Oeste. O litro, em média, foi vendido por R$ 4,41 em março, onde o litro mais caro era vendido por R$ 4,58, em Mato Grosso.

No mês subsequente, o diesel teve um recuo de R$ 0,02, chegando a média de R$ 4,39 o litro em MS, ainda o menor da região. No Mato Grosso, o diesel ainda segue sendo o mais caro, com valor de R$ 4,53 o litro.

O etanol em Mato Grosso do Sul ficou na média regional. O mais barato é vendido em Mato Grosso, por R$ 3,85 o litro e o mais caro, no Distrito Federal, por R$ 4,74. Em MS, a média do etanol está sendo comercializada por R$ 4,40.

Alta carga tributária

Reinaldo propôs e a Assembleia Legislativa aprovou o salto na alíquota de ICMS de 25% para 30% sobre a gasolina ainda em 2019. A justificativa seria incentivar o consumo de etanol, cujo percentual passou de 25% para 20%.

Os reajustes entraram em vigor em fevereiro do ano passado, mas não representaram economia aos motoristas, uma vez que o preço do etanol não ofereceu competição ao da gasolina. Conforme a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o valor do litro oscilou entre 73% e 84% em relação ao preço do combustível mais consumido. Para compensar abastecer com etanol, o preço não deve ultrapassar 70% do valor da gasolina.

Enquanto isso, o governo estadual arrecadou 11% a mais em ICMS sobre a venda de combustíveis em janeiro deste ano, se comparado com 2020, quando as alíquotas eram outras. De acordo com boletim do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária),  o Estado recolheu R$ 266,8 milhões com o imposto no primeiro mês do ano.

Na tentativa de minimizar os protestos contra o aumento nos preços dos combustíveis, o governo estadual decidiu congelar a pauta fiscal até o fim da primeira quinzena de março. Mas, na prática, a medida não reduz os preços altos já praticados nos postos.

Jornal Midiamax