Cotidiano

52 fotos tiradas por agentes durante operações contra trabalho escravo é tema de exposição em shoppings

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, 52 fotografias retiradas por agentes, durante operações de combate ao trabalho escravo em Mato Grosso do Sul, serão parte de uma exposição nos shoppings Campo Grande e Norte Sul Plaza. As fotografias apresentam condições insalubres de trabalho e de trabalhadores resgatados das irregularidades desumanas em […]

Karina Campos Publicado em 22/01/2021, às 16h53

Local onde os trabalhadores dormiam (Foto: André Kempf/ AFT)
Local onde os trabalhadores dormiam (Foto: André Kempf/ AFT) - Local onde os trabalhadores dormiam (Foto: André Kempf/ AFT)

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, 52 fotografias retiradas por agentes, durante operações de combate ao trabalho escravo em Mato Grosso do Sul, serão parte de uma exposição nos shoppings Campo Grande e Norte Sul Plaza.

As fotografias apresentam condições insalubres de trabalho e de trabalhadores resgatados das irregularidades desumanas em propriedades rurais do Estado. A amostra será realizada entre os dias 25 a 7 de fevereiro.

A exposição é organizada pela Coetrae/MS (Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo), com apoio do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul, Fundação do Trabalho de MS e Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho, com objetivo sensibilizar e alertar de vigilância para o grave problema, que é real, mesmo em 2021. Durante esse período, acontecem outras ações, como divulgação em busdoor na Capital.

“Entramos na rota nacional no enfrentamento ao trabalho escravo, fomos um dos últimos Estados a instalar a Coetrae, houve várias tentativas frustradas, mas agora assumimos nosso lugar. É fundamental que a população se conscientize sobre a existência e os malefícios da escravidão em pleno século 21 ”, disse Marcos Derzi, diretor-presidente da Funtrab.

No dia 15 de dezembro de 2020, o resgate de 17 pessoas que trabalhavam em condição de escravidão em uma fazenda em Porto Murtinho, a 440 km de Campo Grande, chamou a atenção pelo fato de ter 2 adolescentes e seis paraguaios. A situação envolvendo esses grupos tem sido recorrente, principalmente, em propriedades localizadas na fronteira de com o Paraguai.

Jornal Midiamax