Cotidiano

Turismo de Campo Grande sofreu maior impacto financeiro no mês de abril, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada pela Sectur (Secretaria Municipal de Turismo) identificou que o maior impacto causado pela pandemia do novo coronavírus no setor turístico de Campo Grande aconteceu no mês de abril. Naquela ocasião, as empresas sofreram um impacto de 46% nas finanças, mas que vem caindo mês a mês. De acordo com o Observatório de […]

Vinícius Costa Publicado em 03/07/2020, às 15h02

Foto: Leonardo de França, Midiamax
Foto: Leonardo de França, Midiamax - Foto: Leonardo de França, Midiamax

Uma pesquisa realizada pela Sectur (Secretaria Municipal de Turismo) identificou que o maior impacto causado pela pandemia do novo coronavírus no setor turístico de Campo Grande aconteceu no mês de abril. Naquela ocasião, as empresas sofreram um impacto de 46% nas finanças, mas que vem caindo mês a mês.

De acordo com o Observatório de Cultura e Turismo, o impacto negativo resultou em um deficit de 50% a 75% no faturamento em praticamente todos os meses. Na pesquisa, foram entrevistados segmentos como agência de viagem, empresas de transporte, eventos, gastronomia, guia de turismo, hospedagem, locação de veículos e lojistas.

Um ponto considerado importante era sobre as possíveis demissões que a pandemia causaria em vários setores. Entretanto, a maioria dos segmentos que foram entrevistados admitiram que não precisaram demitir seus funcionários e 84% garantiram o quadro permanente.

Por outro lado, 16% das empresas admitiram que demitiram parte dos seus funcionários durante a pandemia. Nos estabelecimentos que ocorreram as demissões, a média foi de 6,2 por empresa.

Turismo de Campo Grande sofreu maior impacto financeiro no mês de abril, diz pesquisa
(Foto: Reprodução, Sectur)

Demanda caiu drasticamente

Para a grande maioria dos entrevistados, a demanda em suas respectivas áreas caiu drasticamente desde o início da pandemia. Segundo a pesquisa, 84% apontaram para esta queda, enquanto outros 11% disseram que caiu pouco e 2% relataram que não sentiram diferença. Porém, outros 2% ainda afirmaram que precisaram fechar suas empresas de forma definitiva.

Para superar as limitações, as empresas adotaram diversas medidas e na pesquisa, as opções mais seguidas foram remarcar e adiar os serviços, redução de salários e jornada, férias individuais ou coletivas e suspensão temporária do contrato de trabalho.

Apenas 16% conseguiram financiamento nos bancos

Ainda segundo a pesquisa, pelo menos 45% dos entrevistados não precisou recorrer aos financiamentos bancários para manter o empreendimento. Entretanto, uma grande parcela ainda tenta salvar as contas, mas enfrenta dificuldade como é o caso de 26% das empresas que buscaram crédito bancário, mas não conseguiram.

Numa segunda fileira, 13% aguardam respostas para saber se conseguirão uma pequena ajuda financeira e 16% das empresas responderam que ao recorrer aos bancos, garantiram um financiamento para sua empresa na época da pandemia.

Como sugestão de medidas, os empresários e proprietários das empresas optaram por incentivos, descontos e redução de impostos, além de implantar regras de biossegurança para o funcionamento durante a pandemia. Cerca de 15% dos entrevistados optariam pela flexibilização e a abertura do setor na cidade.

Jornal Midiamax