Cotidiano

#Retrospectiva2020: maior incêndio da história e mortes marcam tragédia do fogo em MS

Se tem um fato que ficará marcado na história de Mato Grosso do Sul é o incêndio que destruiu o Atacadão da Avenida Duque de Caxias. O combate ao fogo durou quatro dias até que todos os pontos de calor ficassem sob controle. É considerado o maior incêndio em estrutura da história do Estado. As […]

Gabriel Maymone Publicado em 28/12/2020, às 14h00 - Atualizado em 29/12/2020, às 07h53

(Foto: Marcos Ermínio)
(Foto: Marcos Ermínio) - (Foto: Marcos Ermínio)

Se tem um fato que ficará marcado na história de Mato Grosso do Sul é o incêndio que destruiu o Atacadão da Avenida Duque de Caxias. O combate ao fogo durou quatro dias até que todos os pontos de calor ficassem sob controle. É considerado o maior incêndio em estrutura da história do Estado.

As chamas começaram no final da tarde do dia 13 de setembro e em pouco tempo já mostrava que o estrago seria grande, pois a densafumaça podia ser vista a 10 km de distância. Logo, todas as unidades dos bombeiros foram mobilizadas para tentar apagar o fogo, que já estava ‘incontrolável’. Militares aposentados se voluntariaram para auxiliar no incêndio.

As cenas são impressionantes e o fato ficará marcado também aos moradores vizinhos ao atacadista. Alguns precisaram sair de suas casas e relataram o calor impressionante que sentiram. Além disso, devido aos riscos, muitos tiveram que passar alguns dias em hotéis.

A situação parecia que ficava cada vez mais complicada, com as chamas impossíveis de serem combatidas diretamente, devido à dificuldade de acesso e às altas temperaturas. Assim, um novo agravante surgiu: o risco de desabamento. O teto precisou ser retirado para diminuir os riscos aos profissionais que atuavam no caso.

#Retrospectiva2020: maior incêndio da história e mortes marcam tragédia do fogo em MS
(Foto: Divulgação Corpo de Bombeiros)

Futuro incerto e inquérito para 2021

Já se sabe que o início das chamas começou em uma prateleira de álcool e as investigações caminham para concluir que a causa do incêndio pode ter sido ‘proposital’, já que a perícia descartou curto-circuito ou combustão espontânea.

A conclusão das investigações deve ficar para o ano que vem. Isso porque o delegado responsável pelo caso, Bruno Urban, da 7ªDP, ainda aguarda o laudo das câmeras de segurança, que serão fundamentais para encerrar o caso.

O Atacadão anunciou desde o início que tinha intenção de reconstruir o atacadista, que poderia ocorrer ainda no começo de 2021. Porém, a reportagem procurou pela assessoria da rede, que afirmou estar aguardando a conclusão do inquérito. O projeto de reconstrução do estabelecimento continua, mas sem previsão de ser implantado. Enquanto isso, os funcionários que trabalhavam na unidade foram remanejados para os outros dois mercados do atacadista.

O maior incêndio em estrutura da história de Mato Grosso do Sul consumiu 900 mil litros de água e 2 mil litros de LGE (Líquido Gerador de Espuma) – espuma que cria uma barreira e evita explosões, por exemplo.

Veja vídeo com imagens do combate ao incêndio:

Fogo também causou mortes

Apesar de não terem a dimensão do incêndio que destruiu o Atacadão, outros casos ficaram marcados pelas mortes. No segundo semestre do ano a polícia registrou casos que vão de criminosos a acidentais.

Um dos casos que chamou  mais atenção foi a de um homem de 76 anos que colocou fogo na própria casa, resultando na morte da esposa, de 80, em Campo Grande. Filho do casal relatou que meses antes a mãe tinha procurado a polícia para registrar violência doméstica.

Outros casos não criminosos também foram registrados como o de um marido que acordou em meio a fumaça e percebeu que a esposa estava morta, carbonizada, ao seu lado. O caso aconteceu em Caarapó.

Além desses casos, ocorreram mortes por fogo nas Moreninhas, em Dourados, Itaporã, Coronel Sapucaia, Naviraí e Fátima do Sul. Todos, foram investigados pela Polícia Civil.

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Caso de homem de 76 anos que colocou fogo na casa para matar mulher, de 80, chocou pela crueldade.

Jornal Midiamax