Cotidiano

Projeções se confirmam e casos de coronavírus disparam em MS

Dados apresentados pelo secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, na manhã deste domingo (31), durante live para atualização dos dados sobre o coronavírus em Mato Grosso do Sul, confirmam projeções feitas pelas autoridades de Saúde de Mato Grosso do Sul há cerca de um mês: a passagem da 20ª semana do ano envolveria um […]

Humberto Marques Publicado em 31/05/2020, às 14h46 - Atualizado em 01/06/2020, às 09h39

Geraldo lembrou que estudos apontavam crescimento do volume de casos a partir da 20ª semana. (Imagem: Reprodução)
Geraldo lembrou que estudos apontavam crescimento do volume de casos a partir da 20ª semana. (Imagem: Reprodução) - Geraldo lembrou que estudos apontavam crescimento do volume de casos a partir da 20ª semana. (Imagem: Reprodução)

Dados apresentados pelo secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, na manhã deste domingo (31), durante live para atualização dos dados sobre o coronavírus em Mato Grosso do Sul, confirmam projeções feitas pelas autoridades de Saúde de Mato Grosso do Sul há cerca de um mês: a passagem da 20ª semana do ano envolveria um aumento substancial no número de contaminados, fato empurrado pela queda do apoio ao isolamento social no Estado.

“Nós havíamos prenunciado que as semanas mais preocupantes seriam entre a 21ª e a 25ª [do ano], porque este é o curso natural das chamadas SRAGs [síndromes respiratórias agudas graves, que incluem manifestações de influenza e o coronavírus, entre outras]. O comportamento é o mesmo do ano passado. Havíamos previsto que ia acontecer em Mato Grosso do Sul e está acontecendo”, afirmou Geraldo. O período coincide com a chegada do inverno e das frentes frias, bem como do aumento na intensidade dos ventos e de baixa umidade do ar, que normalmente favorecem o desenvolvimento de problemas respiratórios.

Números apresentados pelo secretário apontam que, na 20ª semana do ano (de 10 a 16 de maio), houve 162 novos casos de coronavírus. “Na 21ª mais que dobramos, com 350 casos positivos de Covid. E na 22ª semana, que se encerrou ontem [sábado, 30], fechamos com 560 casos, quase o dobro da semana anterior”, explicou. Iniciada neste domingo, a 23ª semana já começa com o número preliminar de 71 casos antes das 10h –conforme informado pela SES.

Geraldo também fez comparativos sobre a situação nas 4 maiores cidades do Estado, que contam com o serviço de drive-thru para diagnóstico de casos de Covid-19. Em Campo Grande, onde o secretário apontou um crescimento “não tão exponencial”, a conta começou com 96 casos na 20ª semana, evoluindo para 189 na 21ª e 159 na 22ª. Até as primeiras horas desta 23ª semana, já havia 14 casos anotados na projeção.

Dourados, por sua vez, apresentou números proporcionais mais alarmantes: de 37 casos na 20ª semana, chegou-se a 121 na 21ª, uma evolução de 327%. Na 22ª, já eram 348 diagnósticos positivos de Covid-19, alta de 287,6% em relação ao período anterior e quase 10 vezes mais que na vigésima. Para o início da 23ª semana, já há 53 casos anotados –acima da média de 53 fechada na semana anterior.

“Isto é oriundo desse evento epidemiológico na unidade frigorífica”, destacou o secretário, lembrando que os casos de Covid-19 na cidade tiveram expansão após a identificação de infectados em frigoríficos –a exemplo do que ocorreu em Guia Lopes da Laguna. Neste domingo, Geraldo apontou que, diante do volume de casos que aguardam conclusão a partir da inclusão do resultado dos exames na base de dados estadual, Dourados deve se tornar a cidade com mais casos de coronavírus no Estado nesta segunda-feira (1º).

Quarta cidade em casos de coronavírus, Três Lagoas apresentou, da 20ª à 22ª semana, respectivamente, 27, 21 e 45 casos, com prévia de 4 na 23ª, situação considerada “controlada” pelo secretário –assim como Corumbá.

Isolamento social

O secretário de Estado de Saúde reforçou o apelo para que a população apoie o isolamento social como forma de conter a circulação do coronavírus –reduzindo o contato entre as pessoas, há menos chances de contágio da Covid-19, principalmente para pessoas idosas, com comorbidades ou gestantes, tratadas como grupo de risco.

“Nossa taxa de isolamento social é uma das piores do país. Continuamos ostentando esse desonroso lugar”, disse o secretário, referindo-se a percentuais que vêm se mantendo abaixo dos 40% –sendo que autoridades de Saúde consideram que a estratégia tem efetividade com percentuais superiores a 60% de adesão.

Os resultados do baixo isolamento, frisou o secretário, aparecem depois de 15 dias, tempo médio para manifestações clínicas da Covid-19. Geraldo anunciou que ampliará para 517 a quantidade de testes semanais nos quatro pontos de testagem da Capital, Dourados, Três Lagoas e Corumbá.

Jornal Midiamax