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Cotidiano

Na ‘Aguadinha’, famílias perdem o que têm e se preparam como podem para temporada de chuvas

Toda vez que o céu começa a dar sinais de que a chuva está próxima, moradores da comunidade Aguadinha começam a se desesperar em Campo Grande. Aliás, o nome da comunidade não é uma coincidência, na Aguadinha as enchentes são uma realidade. Na chuva que atingiu a Capital na quarta-feira (15), famílias tiveram casas alagadas […]
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Toda vez que o céu começa a dar sinais de que a está próxima, moradores da comunidade Aguadinha começam a se desesperar em . Aliás, o nome da comunidade não é uma coincidência, na Aguadinha as enchentes são uma realidade. Na chuva que atingiu a Capital na quarta-feira (15), famílias tiveram casas alagadas e perderam tudo: colchões, roupas, móveis e eletrodomésticos.

Na ‘Aguadinha', famílias perdem o que têm e se preparam como podem para temporada de chuvas
Veraci perdeu tudo que tinha dentro de casa. (Foto: Henrique Arakaki)

A moradora Veraci dos Anjos, de 49 anos, vive com mais seis pessoas em um barraco. Ela conta que a chuva chegou destruindo tudo, alagou o barraco e molhou a cama, as roupas, os móveis e a geladeira. “A única coisa que salvou foi a TV, que estava mais alta. O vento destelhou o barraco, colocamos essa lona para tentar arrumar”, diz.

A moradora Juliana da Silva já teve a casa atingida por um tornado no mês passado. Desta vez, a chuva chegou causando estragos e destruiu o telhado do barraco. Ela havia ganhado telhas de eternite recentemente, mas perdeu tudo novamente. O estrago foi tanto, que ela pediu abrigo na casa da vizinha. 

A vizinha de Juliana é Leliane Barros, de 40 anos. Ela explica que deu pouso para a amiga que perdeu TV, geladeira, microondas, colchão e roupas. “Inundou a casa inteira, ela perdeu tudo. Todos os eletrodomésticos que ela tinha queimaram”, explica.

A moradora Aparecida Rodrigues, de 46 anos, agiu rápido para tentar impedir que a casa ficasse completamente alagada. Ela conta que fez buracos na parede de trás do barraco, para que a água escoasse. A chuva fez estragos, mas ela avalia que a situação seria ainda pior se não tivesse tomado a atitude. 

Aparecida diz que, mais do que doações, a comunidade precisa de uma solução para a rua que sempre alaga. “A gente já sofre igual um condenado, acontece essas coisas para piorar. Precisamos de ajuda, precisamos que façam algo na rua”.

Na ‘Aguadinha', famílias perdem o que têm e se preparam como podem para temporada de chuvas
À esquerda Ketli, à direita Eliane: ambas tiveram casas invadidas pela água. (Foto: Henrique Arakaki)

Ketli Cruz dos Reis, de 19 anos, é mais um exemplo de quem perdeu tudo na tempestade. Ela conta que tudo que tinha em casa estragou com o . Até mesmo os remédios das crianças estragaram. “Agora estamos dormindo na casa da minha mãe, se o colchão secar, voltamos pra cá”, afirma. 

Eliane dos Santos, de 38 anos, conta que estava no trabalho quando a chuva começou. Quando enfim chegou em casa, a rua estava ilhada, ela teve que pegar uma enxada para cavar valetas para a água sair da casa. “Não temos como nos preparar, aqui alaga sempre”.

Na ‘Aguadinha', famílias perdem o que têm e se preparam como podem para temporada de chuvas
Parte da casa foi destelhada. (Foto: Reprodução/ Midiamax)

Também na região do Noroeste, uma avó precisa de ajuda para reconstruir seu barraco. Tânia Ferreira, de 52 anos, foi ouvida em reportagem do Jornal Midiamax no início do mês. Ela contou sobre as dificuldades de viver sem emprego, com oito netos para criar. 

Porém, agora a situação ficou ainda mais difícil: parte do barraco onde mora foi destruído pela chuva. Ela e as crianças tiveram que correr para a casa de uma vizinha. 

“Precisamos muito de material para refazer a minha casa, para ter o conforto para os meus netos, para quando chegar a chuva a gente não precisar correr”, diz. Interessados em ajudar pode entrar em contato com o número 67 992451925.

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