Após duas novas vítimas indígenas morrerem em decorrência da Covid-19, o novo coronavírus, em Mato Grosso do Sul, a Funai (Fundação Nacional do índio) afirmou que já destinou R$ 1,8 milhão para a prevenção da doença nas aldeias do estado.

Somente em Aquidauana, cidade a 100 km de Campo Grande, sete, das oito vítimas pelo vírus, eram de aldeias locais. A Funai disse ao Jornal Midiamax que tem reforçado as ações de prevenção de contágio pela doença entre a população indígena de MS, junto ao Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), prefeituras e o Governo do Estado.

“Desde o início da pandemia, a Fundação já liberou quase R$ 1,8 milhões para ações de proteção às comunidades indígenas da região. Além disso, participa de cerca de 46 barreiras sanitárias em funcionamento no estado, a fim de impedir a entrada de não indígenas nas aldeias”, disse a fundação em nota à reportagem.

Além disso, a fundação pontua que tem investido para não deixar alimentos faltarem nas aldeias durante o período de pandemia. “Em outra frente, a Funai tem atuado para garantir a segurança alimentar dos indígenas, medida que colabora para que eles permaneçam nas aldeias, minimizando, assim, as chances de contágio pelo novo coronavírus. Já foram entregues quase 40 mil cestas de alimentos para a população indígena do estado”, disse.

Segundo dados da Funai, já foram enviados EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) aos trabalhadores das unidades descentralizadas do órgão em contato direto com as aldeias, como máscaras, luvas, toucas e óculos de proteção, além de testes rápidos.

“Também já foram distribuídos aproximadamente 9 mil kits de higiene e limpeza a indígenas de Mato Grosso do Sul”, finalizou em nota.

Vale lembrar que, de acordo com o último boletim da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), em Mato Grosso do Sul existem 312 casos de coronavírus confirmados entre indígenas sul-mato-grossense.

A reportagem encontrou em contato com a Sesai para apurar mais informações sobre as medidas de segurança que estão sendo adotadas na aldeias e aguarda reposta.