Cotidiano

De lona a água mineral: em estado crítico de ocupação de leitos, HRMS pede doações

O HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), divulgou na tarde desta quarta-feira (16), um comunicado pedindo doações de tecidos e água mineral para distribuir para os pacientes internados na unidade. Referência para tratamento do coronavírus, o local enfrenta a lotação e recentes atrasos de salário. O comunicado divulgado pelo hospital ressalta que durante […]

Karina Campos Publicado em 16/12/2020, às 16h03 - Atualizado em 17/12/2020, às 09h12

HRMS é referência no atendimento a pacientes com Covid-19. (Divulgação)
HRMS é referência no atendimento a pacientes com Covid-19. (Divulgação) - HRMS é referência no atendimento a pacientes com Covid-19. (Divulgação)

O HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), divulgou na tarde desta quarta-feira (16), um comunicado pedindo doações de tecidos e água mineral para distribuir para os pacientes internados na unidade. Referência para tratamento do coronavírus, o local enfrenta a lotação e recentes atrasos de salário.

O comunicado divulgado pelo hospital ressalta que durante a pandemia da Covid-19, o voluntariado e doações são fundamentais para que as equipes possam estar se prevenindo contra o ‘imprevisível’. “O hospital referência no enfrentamento ao novo covoravírus precisa do seu apoio”, diz a nota.

De lona a água mineral: em estado crítico de ocupação de leitos, HRMS pede doaçõesO local precisa com urgência da doação de tecido brim, para confecção de lençóis; napa, para ser usado em aventais; lona, para confecção de impermeáveis; e água mineral, para oferecer aos pacientes.

O hospital passa diariamente por lotação nos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), a disponibilidade de vagas só é possível quando acontece mortes que quem não resistiu aos tratamentos. Durante a live de hoje, o secretário da SES (Secretaria Estadual de Saúde), Geraldo Resende comentou sobre a improvisação de setores para alocar os leitos, ressaltando que vagas só surgem com o falecimento dos pacientes internados em unidades do Estado.

Com pagamentos atrasados, funcionários da limpeza ameaçaram entrar em greve, de acordo com uma servidora, os pagamentos já estavam atrasados há quatro meses. Sobre o assunto, o HRMS explicou que a empresa terceirizada não havia fornecido documentos fiscais do contrato, para a liberação do pagamento.

Jornal Midiamax