Cotidiano

Funcionários ameaçam greve e HRMS pode ficar sem limpeza em meio à 2ª onda de Covid-19

Em meio a segunda onda de Covid-19, o novo coronavírus, que assola Mato Grosso do Sul, o hospital referência no tratamentos dos pacientes, o HRMS (Hospital Regional) pode ficar limpeza devido a uma greve de funcionários. Conforme explicou dois funcionários da empresa Prime, terceirizada responsável pela higienização do HRMS, todos os funcionários estariam sem receber […]

Mariane Chianezi Publicado em 10/12/2020, às 16h28 - Atualizado às 16h31

HRMS é referência no atendimento a pacientes com Covid-19. (Divulgação)
HRMS é referência no atendimento a pacientes com Covid-19. (Divulgação) - HRMS é referência no atendimento a pacientes com Covid-19. (Divulgação)

Em meio a segunda onda de Covid-19, o novo coronavírus, que assola Mato Grosso do Sul, o hospital referência no tratamentos dos pacientes, o HRMS (Hospital Regional) pode ficar limpeza devido a uma greve de funcionários.

Conforme explicou dois funcionários da empresa Prime, terceirizada responsável pela higienização do HRMS, todos os funcionários estariam sem receber os salários deste mês. “A empresa alega que está sem receber do hospital há quatro meses e por isso não tem para nos pagar. Não tem como trabalhar sem receber”, disse ao Jornal Midiamax.

Outro funcionário disse à reportagem que o pagamento deveria ter sido feito na segunda-feira (7). “Essa é a primeira vez que atrasam o nosso salário e o dono da empresa disse que não tem dinheiro para nos pagar. Fizeram uma reunião nesta semana e informaram que não tem como pagar a gente e estamos decidindo por parar [o trabalho]”, disse.

O funcionário explica que devido à segunda onda do vírus, as limpezas devem ser constantes e os turnos trabalhados também são estendidos. “Um hospital lotado de pacientes com coronavírus e sem limpeza, vai virar um caos total”, pontuou trabalhador.

Mato Grosso do Sul já soma 109.785 casos confirmados de Covid-19, com 1.236 novos registros nesta quinta-feira (10).Foram registradas 18 novas mortes, conforme o boletim epidemiológico do novo coronavírus, apresentado diariamente pela SES (Secretaria de Estado de Saúde).

A reportagem entrou em contato com o HRMS, mas até o fechamento deste material, não havia se posicionado.

Leitos do HRMS

Com 5 mortes em 24h no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), a taxa de ocupação de leitos em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para pacientes com coronavírus (Covid-19) caiu de 94,6% para 91,6% em Campo Grande, conforme as informações enviadas por seis hospitais até a manhã desta quinta-feira (10) através do Painel Mais Saúde.

De acordo com os números, são 186 pacientes internados em estado grave com a doença para um total de 203 leitos. Assim, ainda restam 17 unidades críticas de internação no município.

Conforme boletim divulgado pelo HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) – que tem números diferentes do repassado pelo Painel Mais Saúde, a unidade que é referência no tratamento da doença pelo SUS estava com 93 das 97 vagas em leitos UTI ocupadas.

Jornal Midiamax