Cotidiano

Com R$ 300, servidor da Agepen inventa cadeira para instalação de tornozeleiras eletrônicas

Um servidor da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) teve uma ideia inovadora para proporcionar mais segurança e conforto na instalação de tornozeleiras eletrônicas. O policial penal Vinícius da Silva Correa desenvolveu uma cadeira personalidade, que já está em uso na UMMVE (Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual) da Capital. A ideia deu […]

Mylena Rocha Publicado em 06/10/2020, às 08h59

Servidor se inspirou nas cadeiras de barbeiro e manicure. (Foto: Divulgação/Agepen)
Servidor se inspirou nas cadeiras de barbeiro e manicure. (Foto: Divulgação/Agepen) - Servidor se inspirou nas cadeiras de barbeiro e manicure. (Foto: Divulgação/Agepen)

Um servidor da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) teve uma ideia inovadora para proporcionar mais segurança e conforto na instalação de tornozeleiras eletrônicas. O policial penal Vinícius da Silva Correa desenvolveu uma cadeira personalidade, que já está em uso na UMMVE (Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual) da Capital. A ideia deu tão certo que outros estados já querem utilizar a cadeira. 

O servidor conta que levou cerca de cinco meses para desenvolver a cadeira, a ideia surgiu no início do ano e foi se aprimorando até abril. “Tudo iniciou com a dificuldade que enfrentávamos em relação ao manuseio do equipamento junto ao monitorado, era bem desconfortável, percebi que o lugar que foi adaptado era muito baixo e que precisávamos de um mecanismo diferenciado”, destaca o servidor.

Vinicius conta que se inspirou em uma cadeira de barbeiro, que foi aperfeiçoada com outras referências, como as cadeira de manicure. Atualmente, a Unidade de Monitoramento realiza o controle de 1.933 monitorados por tornozeleiras em Mato Grosso do Sul.

Equipada com painel frontal de madeira, o equipamento contribui, ainda, na diminuição do contato direto entre o monitorado e o servidor, prevenindo ainda a disseminação de doenças infectocontagiosas. Além disso, possui uma base que serve de apoio, o que garante maior proteção aos envolvidos e conta com um refletor instalado na parte inferior, facilitando os procedimentos de vistorias.

Ao todo, foram utilizados 15 tubos para montar a estrutura da cadeira, o mesmo usado em antena de TV a cabo, além de chapas de ferro e compensados para fazer o assento e o encosto. Com investimento aproximado de R$ 300, Vinícius conta que a execução aconteceu em Anastácio, cidade onde possui residência própria. “Como não tenho espaço físico na minha residência atual em Campo Grande, eu resolvi fazer tudo lá, onde eu mexia aos finais de semana, então foi de pouco em pouco e finalizei agora em setembro”, afirma.

Servidor de carreira há seis anos, Vinícius é formado em Letras e pós-graduado em Gestão em Segurança Prisional. Com noção de serralheria e tapeçaria, ele destaca que está com sentimento de dever cumprido e vê que a invenção atendeu bem todas as expectativas. “Acredito que se cada um se doar um pouquinho, mesmo em meio às dificuldades, a gente facilita para todo mundo. Estou sempre pronto para ajudar a somar, isso faz parte de mim”, conta.

O sucesso da invenção foi tanto, que outros Estados da Federação já demonstraram interesse em copiar o modelo. Para o servidor, o objetivo da ideia, que se transformou em realidade, é realmente que se espalhe, seja para outros polos no interior do Estado, seja Brasil afora. “Agora vou realizar o projeto por escrito e de forma vetorizada, para facilitar a disseminação”, informa o inventor.

(com informações da Agepen)

Jornal Midiamax