Cotidiano

Boa notícia: MS tem estabilidade em casos de coronavírus e baixa taxa de transmissão para 1,03

Com o número de novos casos e mortes por coronavírus em estabilidade, Mato Grosso do Sul tem uma boa notícia: a taxa de transmissão da Covid-19 passou por uma redução na última semana. A taxa estava em 1,09 há uma semana e chegou a 1,03 nesta quinta-feira (3). Para que a situação do coronavírus seja […]

Mylena Rocha Publicado em 03/09/2020, às 10h26 - Atualizado às 19h00

 (Foto: Leonardo de França)
(Foto: Leonardo de França) - (Foto: Leonardo de França)

Com o número de novos casos e mortes por coronavírus em estabilidade, Mato Grosso do Sul tem uma boa notícia: a taxa de transmissão da Covid-19 passou por uma redução na última semana. A taxa estava em 1,09 há uma semana e chegou a 1,03 nesta quinta-feira (3). Para que a situação do coronavírus seja considerada controlada, a taxa deve ficar abaixo de 1. 

Boa notícia: MS tem estabilidade em casos de coronavírus e baixa taxa de transmissão para 1,03
Fonte: Covid-19 Analytics

Dados do portal Covid-19 Analytics mostram que Mato Grosso do Sul tem uma taxa de transmissão de 1,03. Mas, afinal, o que isso quer dizer? Significa que cada 100 pessoas contaminadas transmitem o vírus para outras 103 pessoas no estado. 

A taxa de transmissão ou número efetivo de reprodução da infecção, conhecido como Rt, é uma das ferramentas que podem ser utilizadas pelas autoridades para planejar medidas de isolamento ou de flexibilização. Quando a taxa de transmissão é igual a 1, cada doente infecta apenas uma outra pessoa.  Para que a epidemia seja considerada controlada, a taxa de transmissão precisa estar abaixo de 1. Muitos países esperaram esse índice para afrouxar as medidas de isolamento. 

Apesar da melhora, Mato Grosso do Sul ainda está entre os estados com as maiores taxas de transmissão. MS está ‘empatado’ com o Rio Grande do Sul, que também tem a taxa de 1,03. Em primeiro lugar está o estado do Tocantins, com taxa de 1,08. 

Vale ressaltar que a própria SES (Secretaria de Estado de Saúde) disse em transmissão ao vivo na quarta-feira (2) que Mato Grosso do Sul não corre risco de entrar em colapso. O secretário Geraldo Resende afirmou que a política de ampliação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nas quatro macrorregiões desde o início da pandemia resultou no patamar “confortável” em relação a taxa de ocupação dos leitos.

MS tem ‘curva atrasada’

Em entrevista ao Jornal Midiamax, o infectologista Júlio Croda, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) explicou que MS tem casos em estabilidade, mas ainda precisa chegar na taxa abaixo de 1 para considerar que alcançou o ‘platô’ da pandemia.

O especialista ressalta que os casos começaram a reproduzir tardiamente em MS, em comparação a outros estados. “No sul, como Paraná e Santa Catarina, já temos uma tendência de queda. Mato Grosso do Sul é um estado atrasado em relação à curva epidemiológica”.

Mesmo com melhora, Covid-19 ainda preocupa

Mato Grosso do Sul não corre risco de entrar em colapso, mas os indicadores do coronavírus ainda preocupam as autoridades de saúde. Conforme a SES, a taxa de letalidade alcançou o patamar mais elevado – 1,8% – e o número de casos ativos (internados e em isolamento domiciliar) já é de 7.382 pacientes. 

Houve aumento no número de internados: são 545 pacientes que precisaram sair do isolamento domiciliar para receber cuidados específicos. Destes, 313 estão em leitos clínicos (178 do SUS e 135 de hospitais particulares). Já em leitos de UTI há 242 pacientes – 174 na rede pública.

Jornal Midiamax