Cotidiano

Após quase 4 meses de espera, paciente que perdeu rim tenta novo transplante

Na véspera de Natal, Eliete Contini da Silva viaja em busca do maior presente que poderia ganhar: um transplante de rim. A renal crônica de Campo Grande está a caminho de Curitiba, no Paraná, onde fará os últimos exames para saber se está apta para receber um novo rim. Eliete, que está na fila de […]

Aliny Mary Dias Publicado em 24/12/2020, às 11h35 - Atualizado em 25/12/2020, às 07h32

 (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)
(Foto: Henrique Arakaki, Midiamax) - (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Na véspera de Natal, Eliete Contini da Silva viaja em busca do maior presente que poderia ganhar: um transplante de rim. A renal crônica de Campo Grande está a caminho de Curitiba, no Paraná, onde fará os últimos exames para saber se está apta para receber um novo rim. Eliete, que está na fila de transplantes há 1 ano, também teve a notícia de outro rim compatível em setembro deste ano, mas perdeu a chance porque aeronave do Governo que a levaria estava em uso pelo Estado e não pôde transportá-la.

De acordo com a SES (Secretaria de Estado de Saúde), Eliete embarcou em avião do Estado no fim da manhã desta quinta-feira (24) com destino ao Hospital Angelina Caron, uma das referências em transplantes renais no país. Lá, a paciente de Campo Grande será submetida a uma bateria de exames que irão a determinar apta ou não para o transplante, dependendo dos resultados de outros renais crônicos que estão na fila e também serão submetidos a exames.

A expectativa é que o resultado dos exames e a resposta tão aguardada por Eliete saia nesta noite de Natal.

Chance perdida

O Jornal Midiamax acompanha, desde o início de setembro, a saga envolvendo as buscas de Eliete por um rim. No dia 1º de setembro, a paciente foi convocada para viajar até Curitiba com a informação de que seria submetida ao transplante.

Em contato com a Central de Transplantes, a paciente foi orientada sobre todos os procedimentos que deveria fazer para conseguir o transplante. Primeiro, Eliete foi submetida a um teste rápido do coronavírus, que deu negativo e a deixou apta para a viagem. Ela deveria estar em Curitiba até às 18h30 do dia 2.

O deslocamento dela de Campo Grande para Curitiba seria feito por meio de uma aeronave disponibilizada pelo Governo do Estado. O transporte aéreo ficaria por conta da Casa Militar de Mato Grosso do Sul. Pouco tempo antes do embarque, segundo a paciente, ela recebeu uma ligação da Central de Transplantes do Estado informando que a viagem não aconteceria porque a aeronave estaria em uso pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

A informação foi, inclusive, confirmada à reportagem pela coordenação da Central de Transplantes do Estado. Após a publicação da matéria, o Governo informou que o governador não estava na aeronave, mas confirmou que o avião estava em missão no Estado de São Paulo para buscar ao Estado teste de coronavírus.

Após o caso vir à tona, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) também informou, com base em ofício do Governo Paranaense, que mesmo que fizesse a viagem em setembro, Eliete não seria transplantada porque outros pacientes em posição superior a ela na fila foram considerados aptos para fazer a cirurgia.

Jornal Midiamax