Cotidiano

#Retrospectiva: MS Selvagem vai de cobra atravessando rodovia a galinha solitária em canteiro

A fauna sul-mato-grossense é rica em todos os sentidos, seja vegetativa ou animalista e por conta dessa riqueza, existe o ‘benefício’ que são as visitas inesperadas de alguns animais que vão de mamíferos, pássaros, peixes, répteis, anfíbios a pequenos insetos. Tamanha variedade é vista adentrando ao perímetro urbano e residências em várias cidades de Mato […]

Vinícius Costa Publicado em 16/12/2019, às 14h46 - Atualizado em 17/12/2019, às 16h46

Cobra passeando por via importante de Campo Grande. MS é selvagem mesmo. (Foto: WhatsApp Midiamax)
Cobra passeando por via importante de Campo Grande. MS é selvagem mesmo. (Foto: WhatsApp Midiamax) - Cobra passeando por via importante de Campo Grande. MS é selvagem mesmo. (Foto: WhatsApp Midiamax)

A fauna sul-mato-grossense é rica em todos os sentidos, seja vegetativa ou animalista e por conta dessa riqueza, existe o ‘benefício’ que são as visitas inesperadas de alguns animais que vão de mamíferos, pássaros, peixes, répteis, anfíbios a pequenos insetos. Tamanha variedade é vista adentrando ao perímetro urbano e residências em várias cidades de Mato Grosso do Sul.

O tenente coronel Edmilson Queiroz da PMA (Polícia Militar Ambiental) explica que a saída dos animais está condicionada a migração por conta do desmatamento que acaba diminuindo o habitat natural deles e, por essa razão, diversas espécies precisam migrar na busca de alimentos e surgem em residências como destinos.

“Nessa migração acabam adentrando aos perímetros urbanos e como é uma situação nova, acabam se refugiando dentro das residências. Existem os animais em algumas cidades, como Campo Grande que tem grandes reservas e unidades de conservação, áreas verdades e tem sua fauna preservada dentro desses fragmentos de florestas, dentro desses habitats”.

Dessa forma, as pessoas ficam sem reações suficientes para saber o que fazer quando uma cobra, uma capivara ou qualquer outro animal “invade” seu recinto. O coronel saliente que a população de Campo Grande já está acostumada com a fauna sinantrópica, que convive de certa forma “dentro do seu fragmento com a população humana”.

“Muitos sabem que às vezes eles adentram e atravessam a rua e voltam para o habitat, às vezes entram em um quintal, deixam os portões abertos e o animal acaba voltando. Porque esses são casos que não há necessidade de se estressar o animal fazendo a captura. Agora quando o animal vem de outra área, quando não há a possibilidade de esse sair e voltar para o habitat sozinho, precisa fazer a remoção”, disse Queiroz.

Entre as principais dicas que o Coronel Queiroz cita, ele elenca que não se aproximar, evitar estressar, evitar atacar objetos, evitar que crianças se aproximem dos animais, porque uma vez acuado, a espécie pode atacar quando se sentir ameaçado dependendo da situação, como defender filhotes, alimentos.

Recentemente, as queimadas no pantanal sul-mato-grossense prejudicaram o habitat natural dos animais e muitos procuram o perímetro urbano como principal refúgio. Os incêndios são prejudicais porquê de uma certa forma tem o risco e acaba acontecendo também de morte de animais desses incêndios descontrolados.

“Os incêndios causam a perda de habitat, causam mortandade direto e deixam os solos expostos, consequentemente depois com as chuvas o escoamento fica superficial, causando assoreamento dos cursos d’águas e além disso, toda matéria morta indo para os rios pode desoxigenar a água, aumentando assim a demanda bioquímica de oxigênio, depreciando o oxigênio solvido podendo até matar a fauna aquática”, finalizou o coronel Queiroz.

O Jornal Midiamax separou algumas situações que a população vivenciou e ganharam repercussão, causando espanto e medo, surpresa ou até mesmo momentos fofinhos. Confira a lista de alguns casos de animais dando um “oi” na cidade grande.

Cocoricó solitária

#Retrospectiva: MS Selvagem vai de cobra atravessando rodovia a galinha solitária em canteiro
Plena e serena em meio a sombra e muito terreno para ciscar. (Foto: Fala Povo/Midiamax)

Qual é a chance de você se deparar com uma galinha no canteiro central em uma das vias mais movimentadas da cidade? Poucas não é mesmo, mas a sorte esteve ao lado dos campo-grandenses que avistaram a cocoricó totalmente plena e serena na Avenida Afonso Pena entre as ruas Bahia e Rio Grande do Sul.

Por vários dias, a ave não encontrou incômodos no vasto terreno para ciscar, inclusive, encontrou a paz que toda pessoa deseja. Tal paz foi levado a sério pelos motoristas que se intrigaram com a cena, mas que ao mesmo tempo, se preocuparam com um possível atropelamento do bichinho.

Olha a cobra e é verdade

Bem que poderíamos pensar que seria igual as cantorias de festa junina, “olha cobra, é mentira”, mas desta vez não é fake news. Dezenas de cobras das mais variadas espécies foram encontrados pelo mundão afora de Mato Grosso do Sul e algumas cenas ‘surpreenderam’ a população pela forma com que os animais foram vistos.

No mês de outubro deste ano, uma jiboia decidiu por livre e espontânea vontade atravessa a BR-163 entre os trechos de Campo Grande e Anhanduí. A travessia demorou cerca de cinco minutos e interrompeu o trânsito – por sorte, não estava com fluxo alto de veículos –. Guardas Civis Metropolitanos fizeram o acompanhamento para que o réptil fosse bem tratado em sua jornada de um lado para o outro.

Ver uma cobra já é motivo de espanto, mas imagina pegar e fingir que nada aconteceu. Em junho, uma cobra foi vista ‘passeando’ na maior plenitude na Avenida Afonso Pena, via de principal acesso ao centro de Campo Grande. O que mais espantou no caso foi a coragem de um funcionário público avistar o animal e decidir pegar para registrar o momento. Que coragem!

Não só nas vias e rodovias é possível ver essas preciosidades. Quem também teve o indigesto ou até mesmo prazer em ver o animal foram os moradores do Jardim Seminário, que encontraram uma cobra de pelo menos 2 metros de comprimento que estava “acuada e encolhida” – ou seja, pronta para o ataque. Mas nada de pior aconteceu, já que ela foi vista próxima a um veículo e os moradores conseguiram fazer com que fosse para seu habitat natural, a mata.

#Retrospectiva: MS Selvagem vai de cobra atravessando rodovia a galinha solitária em canteiro
Pique esconde ou só estava tirando um cochilo? (Foto: Reprodução/Rio Brilhante em Tempo Real)

Pique esconde

Recentemente, uma jiboia da espécie não peçonhenta foi encontrada dentro de um armário de uma residência. Até poderíamos dizer que ela estaria brincando de esconde-esconde com alguém, mas só estava se escondendo mesmo ou até tirando um sonoro cochilo. A moradora que avistou a belezura de animal ficou em choque e a única reação diante da visão foi chamar a polícia, que retirou a espécie de perto dos produtos de limpeza. MS selvagem ataca novamente.

Os casos de cobras aparecendo em residências, quintais e até escondidas em veículos não são nenhuma novidade. Uma jiboia de dois metros foi achada no quintal de uma casa em Corumbá; também na cidade panteira, um homem encontrou uma espécie de menor comprimento na varanda de sua casa e acionou os Bombeiros.

Na cidade de Coxim, uma mulher ficou apavorada por encontrar não só um réptil, mas duas cobras embaixo da sua máquina de lavar. Os animais encontrados eram uma jararaca e uma boca-de-sapo de mais de um metro de comprimento. Cobra da espécie cipó, foi retirada do motor de uma motocicleta pelo Corpo de Bombeiros, após a motociclista notar a presença do animal depois de pilotar o veículo por algumas quadras. A cobra deu trabalho para os militares, que precisaram remover algumas partes da moto para poder capturá-la.

Uma cascavel da espécie peçonhenta e perigosa também foi capturada em Campo Grande neste ano. Medindo pouco mais de um metro, ela foi encontrada na área urbana da cidade em uma residência no bairro Chácara Cachoeira. Policiais militares ambientais deslocaram até o local e capturaram a serpente, que foi colocada em uma caixa de contenção e encaminhada ao CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres).

Jacarés em ação

Avistar um jacaré em rios é bem rotineiro, mas e a chance de você encontrar um dentro de uma clínica e outro dentro de uma residência na cidade de Coxim é bem pequena. Ambos não ofereceram perigo as pessoas, mas pela circunstância, chamou a atenção de curiosos pela raridade do fato acontecer. Um deles media 1,6 metros e o outro chegou a 2 metros, mas foram soltos no Rio Taquari.

#Retrospectiva: MS Selvagem vai de cobra atravessando rodovia a galinha solitária em canteiro
Foto: Portal do Pantanal

Mas o momento mais ‘cute’ destes momentos listados pela reportagem com certeza é a travessia de 11 filhotes de jacarés em busca de um refúgio mais solicito ao seu habitat. O caso aconteceu na cidade de Aquidauana e a cena parou o trânsito e gerou comentários fofinhos. Eles seguiam sentido Anastácio onde fica parte do Pirizal, uma região alagada e rica em vegetação.

Pumba é você?

Falar em javali, provavelmente você se recordará do desenho Timão e Pumba não é mesmo? A cena poderia vir para a vida real, mas no mês de setembro, um javali surpreendeu positivamente alguns passageiros que esperavam por um ônibus na rodoviário de Nova Alvorada do Sul. Apesar de manso, ele causou alvoroço nas pessoas que tentavam registrar o momento ou até mesmo passar a mão, mas o animal seguiu em direção aos passageiros que se dispersaram. Que coisa não?!

Onça pintada

Muito comum vivendo na área pantaneira do Mato Grosso do Sul, a onça-pintada foi vista atravessando na BR-060, próximo a região de Nioaque e ela procurava um novo refúgio após as queimadas atingir as matas do Pantanal e a cena da travessia foi muito celebrada por um motociclista.

Tamanduás nas casas

As visitas dos tamanduás em algumas casas na cidade de Coxim, distante a 255 quilômetros de Campo Grande se tornaram constantes e pelo menos duas pessoas viram o animalzinho perambulando pelos cômodos das residências. Um destes bichos, era o tamanduá-bandeira, visto frequentemente no território brasileiro.

Entretanto, vale destacar que a espécie sofre o risco de extinção e em alguns locais ele já foi extinto. Toda vez que eles foram capturados, não sofreram ferimentos e voltaram aos seus habitats.

Jornal Midiamax