A operação ‘Mata Atlântica em Pé' vai fiscalizar o desmatamento do bioma em 20 cidades de nesta semana. A iniciativa é coordenada por Ministérios Públicos em 17 estados do país, que serão responsáveis por levantar os focos de desmatamento por meio do satélite.

Operação vai fiscalizar desmatamento da Mata Atlântica em 20 cidades de MS
Mata Atlântica abrange parte de MS. (Mapa: SOS Mata Atlântica)

O trabalho é feito com suporte de satélite e atlas desenvolvidos pelo SOS Mata Atlântica e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Após a identificação das áreas mais prejudicadas, a PMA (Polícia Militar Ambiental) e Ibama (Instituto Brasileiro do e dos Recursos Naturais Renováveis) farão fiscalização a campo. O desmatamento será monitorado ao longo da semana por meio de satélites e 15 equipes da PMA e três do Ibama devem ir aos locais com mais focos de desmatamento no estado.

Em caso de flagrante, o responsável leva uma multa administrativa e ainda será aberto um processo criminal, ação civil pública ou TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) pelo (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) para que seja recuperada a mata derrubada – além da doação da madeira e indenizações ambientais.

Operação vai fiscalizar desmatamento da Mata Atlântica em 20 cidades de MS
Promotor explica que o objetivo da operação é fiscalizar desmatamentos ocorridos no bioma mata atlântica. (Foto: Henrique Arakaki/Midiamax)

O promotor e diretor do núcleo de Meio Ambiente do MPMS, Luciano Furtado Loubet, diz que a fiscalização por satélite pode evitar novos desmatamentos. “Agora que a gente vai conseguir fazer este levantamento de desmatamento mais recente, a tendência é que a gente consiga mais efetividade [em inibir o desmatamento]”.

O sargento Cícero Fabrini da PMA ressalta que há mais focos em regiões próximas às áreas urbanas. Em algumas localidades, o desmatamento varia de 0,5 a 1 hectare, entretanto, em outros locais, chega a 100 hectares de mata derrubada.

Operação vai fiscalizar desmatamento da Mata Atlântica em 20 cidades de MS
Sargento Fabrini ressalta que cidades com mais focos de desmatamento serão prioridade. (Foito: Henrique Arakaki/Midiamax)

“A operação é com base nas cidades que temos pelotões ambientais, com essa proximidade, o deslocamento passa a ser menor, para atender mais propriedades e mais fiscalizações. Como a operação é em nível nacional, vai ser priorizado cidades com maiores índices de focos e no decorrer do mês, pretendem concluir áreas com menores índices para que assim tenha uma resposta imediata”, explicou.