Cotidiano

Mesmo com leitos disponíveis, pacientes da ala azul do HR são atendidos no corredor

Pacientes da ala azul do PAM (Pronto Atendimento Médico) do Hospital Regional Maria Aparecida Pedrossian estão sendo atendidos no corredor, mesmo com leitos disponíveis, devido à falta de enfermeiros no hospital. A situação é alvo de denúncias de diversos leitores do Jornal Midiamax. A informação foi confirmada pelo presidente do Coren-MS (Conselho Regional de Enfermagem […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 31/07/2019, às 13h10 - Atualizado às 16h31

Hospital Regional de Campo Grande (Foto: Divulgação)
Hospital Regional de Campo Grande (Foto: Divulgação) - Hospital Regional de Campo Grande (Foto: Divulgação)

Pacientes da ala azul do PAM (Pronto Atendimento Médico) do Hospital Regional Maria Aparecida Pedrossian estão sendo atendidos no corredor, mesmo com leitos disponíveis, devido à falta de enfermeiros no hospital. A situação é alvo de denúncias de diversos leitores do Jornal Midiamax.

A informação foi confirmada pelo presidente do Coren-MS (Conselho Regional de Enfermagem de MS), Sebastião Junior Henrique Duarte. Segundo ele, devido ao número insuficiente de profissionais de enfermagem, não apenas os atendimentos no PAM foram reduzidos como as cirurgias eletivas foram suspensas.

A situação enfrentada pelo Hospital Regional é alvo de diversas denúncias no MPMS (Ministério Público Estadual) e uma delas resultou em ação civil pública contra a administração da unidade, que corre na 32ª Promotoria de Justiça, tendo à frente a promotora de justiça Filomena Fluminhan.

Segundo o presidente do Corem-MS, o déficit de profissionais de enfermagem é de cerca de 300 trabalhadores. A situação pode piorar já nos próximos meses, quando vencem os contratos de cerca de 200 profissionais selecionados por processo seletivo simplificado, ou seja, sem concurso público.

Além da escassez de profissionais, o Coren-MS também denuncia superlotação no PAM, que ocorreria porque outros hospitais da cidade – a Santa Casa e o Humap (Hospital Universitário) não estariam mais atendendo pacientes que procuram atendimento sem regulação de outras unidades.

O Jornal Midiamax acionou a assessoria de comunicação do hospital e da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e aguarda posicionamento.

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