A representante do espólio no qual o prédio do Hotel Campo Grande está inserido, Maria Adelaide de Paula Noronha, confirmou haver interesse dos herdeiros na negociação do edifício, segundo o prefeito Marquinhos Trad (PSD).
O prefeito destacou que, durante reunião realizada no gabinete no fim desta manhã, foi concordado que as negociações devam ter sequência. “Eles perguntaram apenas se a valorização do imóvel, decorrente da revitalização da Rua 14 de Julho, poderia ser discutida à frente. Porém, a ideia foi muito bem recebido por eles, até porque estão tentando negociar [o prédio] há 18 anos”, destacou Marquinhos.
O valor a ser pago na eventual desapropriação, no entanto, permanece uma incógnita. Segundo o prefeito, a intenção é que sejam pagos R$ 13 milhões à família. Mais cedo, Marquinhos havia destacado que o lucro – tirados as dívidas tributárias envolvendo o edifício – seria nesse mesmo valor.
“Não fechamos um valor, até porque ainda não sabemos se [o projeto] vai ser aprovado em Brasília. Várias capitais se inscreveram, com vários prédios, em busca desse programa. Eles ainda vão avaliar quem vai se enquadrar melhor. E esse valor da desapropriação quem vai determinar é a União”, conclui o prefeito.
A proposta de transformar o prédio em 117 apartamentos de até 30 m², voltados para pessoas de baixa renda, é uma das apostas da Prefeitura para aumentar a população no Centro e, assim, resolver problemas urbanísticos decorrentes de desocupações e economizar com a infraestrutura, já que o Centro já dispõe de todo o aparato.
Para tanto, o executivo pleiteia verba de R$ 38 milhões do programa Pró-Moradia, do Ministério do Desenvolvimento Regional, voltado para a transformação de bens abandonados em habitação, via Retrofit.