Cotidiano

Fundador de escola de samba vai à Justiça para retomar presidência

O fundador do Gres (Grêmio Recreativo e Cultura Escola de Samba) Deixa Falar, Alan Catharinelli, entrou com um processo na Justiça contra a nova diretoria da Escola, pois o mandato não obedecem aos procedimentos padrões do regimento carnavalesco. A primeira audiência aconteceu na tarde desta quinta-feira (25), na 1º Vara Cível, e não houve acordo […]

Kamila Alcântara Publicado em 25/04/2019, às 17h44 - Atualizado em 26/04/2019, às 09h41

Na foto, Alan segura a bandeira da Deixa Falar e a Tocha Olímpica que passou por Campo Grande e ele carregou. (Foto: Arquivo pessoal/Facebook)
Na foto, Alan segura a bandeira da Deixa Falar e a Tocha Olímpica que passou por Campo Grande e ele carregou. (Foto: Arquivo pessoal/Facebook) - Na foto, Alan segura a bandeira da Deixa Falar e a Tocha Olímpica que passou por Campo Grande e ele carregou. (Foto: Arquivo pessoal/Facebook)

O fundador do Gres (Grêmio Recreativo e Cultura Escola de Samba) Deixa Falar, Alan Catharinelli, entrou com um processo na Justiça contra a nova diretoria da Escola, pois o mandato não obedecem aos procedimentos padrões do regimento carnavalesco. A primeira audiência aconteceu na tarde desta quinta-feira (25), na 1º Vara Cível, e não houve acordo entre as partes.

Segundo Alan, ele ajudou a fundar a Deixa Falar há oito anos. “Sempre fui um membro fundador ativo da minha agremiação, já lavei banheiros, salão, consegui inúmeros patrocínios. Já me endividei pela escola, terminei amizades pela escola, trouxe minha família e inúmeras pessoas para participar do desfile. Fiz tudo isso porque quis pelo nome da nossa escola e nunca para ter status um tapete vermelho estendido”, lembra em texto enviado pelo WhatsApp.

Até que em janeiro deste ano, Alan foi convidado por um dos fundadores, chamado Francis Fabian, para comparecer a uma reunião. “Quando eu cheguei, me apresentaram uma relação de nomes da nova diretoria da escola, em que eu estava como Diretor de Carnaval. Eu não estava sabendo de nada, foi tudo feito às escuras! Além disso, outro estatuto foi feito, anulando o que eles desrespeitaram para ela eleição”, explicou ao Jornal Midiamax.

O carnavalesco deu um prazo para que a situação fosse resolvida, o estatuto original fosse respeitado e as coisas voltassem ao normal, mas não foi o que aconteceu. “Eu e outras pessoas, que não concordavam com a situação, decidimos nos afastar. Quem tentou continuar sofreu perseguição dentro da Escola”, afirma.

Para ele, é uma perca muito grande não estar participando da Escola. “Eu sou um dos pais daquela escola, eu amo a minha escola! Ai, com tudo isso, chega o dia do desfile, eu ter que assistir apenas do camarote? Doeu muito e ainda está doendo”. A Liga das Escolas de Samba estão cientes da situação. O caso segue na Justiça, já que não houve conciliação na audiência de hoje.

Jornal Midiamax