Dados recentes divulgados pelo (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostraram que 3% da população de vive em situação de extrema pobreza, vivendo apenas com R$ 145 por mês.

Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) divulgada hoje pelo IBGE. O gerente do estudo, André Simões, ressalta que são necessárias políticas públicas para combater a extrema pobreza, pois ela atinge um grupo mais vulnerável e com menos condições de ingressar no mercado de trabalho.

Em 2018, 16,5% da população em Mato Grosso do Sul recebia até R$660 mensais, valor considerado na linha de pobreza para o Brasil, colocando o estado em 7ª colocação como menor entre as unidades federativas do país.

Quando comparado com 2017, o índice de pessoas em extrema pobreza era de 2,6%, houve um aumento com relação à 2012, cujo percentual era de 1,8%, um recorde em sete anos.

Além disso, a pesquisa apontou que o valor do Bolsa Família, R$ 89, é, inclusive, inferior ao parâmetro global de R$ 145, o que mostra que o benefício não é suficiente para tirar as pessoas da extrema pobreza.

A Síntese de Indicadores Sociais também apontou que, embora um milhão de pessoas tenham deixado a linha de pobreza, um quarto da população brasileira, ou 52,5 milhões de pessoas, ainda vivia com menos de R$ 420 per capta por mês.

O índice caiu de 26,5%, em 2017, para 25,3% em 2018, porém, o percentual está longe do alcançado em 2014, o melhor ano da série, que registrou 22,8%.