diz que problema é pontual

Falta de medicamento, materiais para exames e  procedimentos odontológicos. Estas são as principais reclamações de pacientes da UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) –  Dr. Emílio Garbeloti Neto -, localizada na Rua Fanorte, no Jardim Tarumã em . Uma paciente afirma que teve o atendimento remarcado três vezes. 

Segundo relatos, há cerca de um mês não há coletores para exames e faltam materiais para procedimentos odontológicos de obturações e extrações. 

“Eu tenho de extrair um dente o obturar outro, mas eles não têm material. O médico também me pediu um exame e não consigo fazer porque não tem material para coleta. Esta é a terceira vez que vou à unidade e desmarcam. Se eu não estivesse de folga hoje, teria de faltar ao trabalho e não teria justificativa”, afirma a paciente, de 46 anos, que prefere não se identificar.

A paciente faz uso do antidepressivo  amitriptilina e diz que o medicamento – que nas farmácias da Capital custam entre R$ 10,00 e R$ 15,00 – está em falta e sem previsão para que seja disponibilizado na rede pública de saúde. 

“Eu faço uso desse e de outros medicamentos e está em falta. Eu não tenho condições de comprar. Pagamos tantos impostos, por isso, acho essa situação uma falta de respeito com a população”, frisa. 

Procurada pela equipe de reportagem do Jornal Midiamax, a assessoria de comunicação da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) diz que “a eventual falta de materiais e insumos na unidade é uma situação pontual e todas as medidas foram tomadas para regularizar o abastecimento e retomar os atendimentos”.Sem materiais, paciente tem exame e procedimento remarcados por 3 vezes

Ainda de acordo com a Sesau, “todos os pacientes que eventualmente não foram atendidos ao longo da semana​,​ tiveram os seus procedimentos reagendados não incorrendo em prejuízos”. 

Sobre o medicamento, a equipe de reportagem foi informada de que “a amitriplina está com estoque baixo, porém já está em processo de aquisição, mas os pacientes que fazem tratamento psiquiátrico estão recebendo nos CAPS (Centro de Apoio Psicossocia)”. 

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