Serão recolocados após a reforma

A exumação dos restos mortais do Bispo Vicente Bartolomeu Maria Priante, sepultado em uma das paredes da Catedral, parou a obra de reforma na igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, em , por alguns instantes nesta sexta-feira (17).

Segundo o Diário Corumbaense, mesmo com o desconhecimento de muitos sobre o sepultamento dentro da paróquia, o padre Fábio Vieiro, pároco da Catedral, informou que o fato enterrar personalidades eclesiásticas nas catedrais ondem serviram é comum.

“Todo o Bispo por excelência deveria ser sepultado na catedral, que é a sede Episcopal. Toda Catedral deveria ter uma cripta, que é um espaço subterrâneo, lateral ou atrás do templo onde geralmente fica o túmulo dos Bispos. A basílica de São Pedro, em Roma, tem a cripta, onde ficam os túmulos dos Bispos, dos Papas. Da mesma forma, na sede de cada igreja diocesana, que é a Catedral, os bispos deveriam também ser sepultados no fim de suas vidas”, explicou o padre.

O padre teria informado que na Catedral não existe cripta – dependência subterrânea onde eram enterrados sacerdotes, aristocratas e membros do alto clero – e que dos treze bispos falecidos no município, apenas Dom Vicente Priante foi sepultado no local.

Ainda de acordo com o Diário Corumbaense, os ossos foram retirados por funcionários de uma funerária e acondicionados em material apropriado, já que estavam em uma urna enferrujada e colocados em local apropriado e até a conclusão da reforma quando serão recolocados na igreja.

“Agora com a reforma, vamos colocar uma nova urna e possivelmente um vidro para que as pessoas vejam e que fique mais evidente, porque até então só tinha uma placa informando sobre os restos mortais do bispo. Vamos poder dar um pouco mais de dignidade para alguém que serviu a igreja e está aqui, que viveu o seu carisma na sua vida como o salesiano que foi e serviu a igreja de Corumbá como Bispo”, afirmou padre Fábio.

Dom Vicente Priante

O bispo salesiano da Congregação de Dom Bosco, Dom Vicente Bartolomeu Maria Priante foi fundador da congregação de freiras “Irmãs de Jesus Adolescente” na década de 1930. Nasceu em 1883, no município de Barra Mansa, no Rio de Janeiro, e foi ordenado padre em 1912.

Chegou a Corumbá, então Mato Grosso, e foi ordenado 5º bispo da região em 1933. Morreu aos 61 anos de idade, em São Paulo, em 04 de dezembro de 1944. Em 1946, seus restos mortais foram transladados para Corumbá e sepultados na Catedral.

Reforma da Igreja

A igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária foi construída pelo Frei Mariano de Bagnaia no século 19 e foi interditada em junho de 2016 para passar pela reforma, que deve ser finalizada em dezembro de 2017, quando a catedral volta a receber as missas.

No dia 02 de fevereiro a igreja se tornou patrimônio histórico e cultural de Corumbá, através de um decreto assinado pelo prefeito Ruiter Cunha.