Cotidiano

Campanha incentiva mulheres a gritarem contra abuso nos ônibus

Será dado treinamento a motoristas

Evelin Cáceres Publicado em 14/08/2017, às 14h44

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Será dado treinamento a motoristas

A campanha ‘O Transporte é Público, o Meu Corpo Não’ foi lançada nesta segunda-feira (14) em Campo Grande para alertar as usuárias do transporte coletivo sobre o assédio. A subsecretária de Políticas para a Mulheres Carla Stephanini disse que a ideia é incentivar as mulheres a gritarem por ajuda.

“Ela precisa gritar, chamar a atenção e reunir testemunhas. Os motoristas passarão por treinamento para atender os casos. No entanto, basta ligar para 190, número da Polícia Militar e 153, da Guarda Municipal e denunciar”, disse a subsecretária.

Somente neste ano foram registradas 55 ocorrências de importunação ofensiva ao pudor em Campo Grande, seja nos ônibus ou nas ruas. Carla explica que todos precisam se conscientizar de que não importa a roupa, a maquiagem, nada. “Nada justifica que uma pessoa toque o corpo da outra sem que ela permita. A gente precisa que as mulheres não se calem”.

A campanha é realizada em parceria com o Consórcio Guaicurus e a Secretaria Municipal de Segurança Pública. Secretário, Walério Azambuja afirmou que 27 guardas municipais se revezam em plantões de 24 horas na Casa da Mulher Brasileira para atender somente esses casos.

“São equipes com oito guardas que já estão orientadas e treinadas para fazer o trabalho de prevenção e acompanhamento e medidas protetivas também. O abusador é levado por eles para a Casa da Mulher Brasileira”, diz.

Delegada adjunta, Fernanda Félix Carvalho Mendes explica as diferenças nos crimes. “Caso o homem toque a mulher sem falar nada, é importunação ofensiva ao pudor. Se além de tocar ameaçar, dizendo que vai matá-la que está com uma faca, que vai persegui-la se ela reagir, é estupro”.

Entretanto, nos dois casos o abusador é encaminhado para a Casa e responderá criminalmente pela ação. A campanha contará com adesivos nos ônibus divulgando os números de atendimento nos casos. 

Jornal Midiamax