Cotidiano

Passagem da Tocha Olímpica vai terminar com trajeto de canoa

Atleta indígena vai conduzir a tocha no Parque das Nações

Wendy Tonhati Publicado em 23/06/2016, às 14h58

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Atleta indígena vai conduzir a tocha no Parque das Nações

A Tocha Olímpica vai ser conduzida por aproximadamente 150 pessoas durante o revezamento, de 40 quilômetros, em Campo Grande, no próximo sábado (25). O ponto alto da passagem, será com o no Parque das Nações Indígenas. O atleta indígena, Vanilson Farias, da etnia Terena, vai carregar a tocha em uma canoa. A passagem vai terminar com uma festa com música e apresentações culturais no parque.

A Tocha Olímpica chega ao estado na noite da sexta-feira (24) e segue para Bonito, a 230 quilômetros da Capital. No sábado, chega novamente à Capital, por volta das 13h15, na Base Aérea de Campo Grande. No local haverá uma cerimônia de acendimento da tocha, por duas alunas de escolas municipais. 

O revezamento vai começar na Avenida Duque de Caxias e seguir até a Afonso Pena, onde termina no Parque das Nações. Quem quiser acompanhar de pertinho, a previsão é de que a tocha chegue ao local por volta das 19 horas e permaneça acesa por apenas 30 minutos. Depois disso, serão realizadas as apresentações.  (O percurso pode ser consultado no link.)

A viagem da Tocha Olímpica pelo Brasil começou no dia 3 de maio, em Brasília, e vai percorrer mais de 300 cidades brasileiras, passar por todas as capitais e envolver 12 mil condutores no revezamento, segundo o comitê organizador do evento. São 20 mil quilômetros por terra e 10 mil milhas pelo ar. Durante o percurso na Capital, haverá um comboio com mais de 20 veículos acompanhando os corredores e a população vai poder acompanhar de perto, respeitando uma faixa de segurança.  

Conforme o secretário municipal de segurança, major Luidson Noleto, ao todo, 300 agentes de segurança da Polícia Militar e da GCM (Guarda Civil Municipal) devem participar do esquema de segurança da passagem da Tocha Olímpica. Na área centra da Capital, 40 guardas civis municipais atuarão no esquema no controle do trânsito. 110 guardas estão envolvidos no sistema de segurança no Parque das Nações Indígenas. Voluntários da Defesa Civil também devem atuar durante a passagem da tocha olímpica. Passagem da Tocha Olímpica vai terminar com trajeto de canoa

No dia, a população deve ficar atenta para o fechamento de vias e a montagem da estrutura de palcos e sons na área central da cidade. Estão previstos quatro pontos de 'festa' promovidos pela Prefeitura durante a passagem. Os palcos estão localizados nas praças Ary Coelho, Belmar Fidalgo, do Rádio Clube e Parque das Nações Indígenas. Ainda serão promovidas festas pelos patrocinadores no Teatro Glauce Rocha, na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e na Rua Ceará.  

De acordo com o presidente da Funesp (Fundação Municipal do Esporte), Luiz Alberto Melão, entre os participantes do revezamento, 12 pessoas foram indicadas pela Funesp. São atletas, ex-atletas e militantes da área do esporte. O percurso na Capital é um dos maiores do Brasil.

Emoção

A maratonista Rosinha Conceição, não segurou a emoção ao falar da privilégio de carregar a tocha. “Não consegui índice para as Olimpíadas, mas fico muito feliz de participar. Quando fiquei sabendo que participaria, saí ligando para meio mundo”, conta. A corredora relembrou os momentos difíceis que passou até chegar às grandes competições. 

“Não gosto muito nem de lembrar. Sou menina de rua e era chamada por apelidos, quando pesava 82 quilos, aos 22 anos. Foi quando corri a primeira prova, a corrida Tiradentes. Desmaiei e só completei a metade”, conta. Depois, Rosinha começou a treinar firme e tem no currículo diversas provas nacionais e internacionais.  

Para o atleta indígena Vanilson Farias, que será o responsável pelo último trecho com a tocha, será um momento simbólico. “Precisou de muito treino e é um momento histórico. Não se sabe quando terá de novo no Brasil”. O atleta já participou dos jogos indígenas locais, nacionais e internacionais nas modalidades arco e flecha e futebol. Farias é natural da aldeia Água Branca, em Aquidauana, mas mora em Campo Grande, onde faz faculdade na UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul).

Jornal Midiamax