Cotidiano

Solurb mantém 25% da coleta de lixo e cobra pagamento da prefeitura

Pelo segundo dia, caminhões ficaram no pátio da empresa

Wendy Tonhati Publicado em 15/10/2015, às 15h40

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Pelo segundo dia, caminhões ficaram no pátio da empresa

A Solurb, concessionária responsável pelos serviços de limpeza urbana e manejo dos resíduos de Campo Grande, está operando com aproximadamente 25% do serviço de coleta doméstica de lixo nesta quinta-feira (15), por conta do esgotamento do estoque dos insumos. 

A empresa informou ao Jornal Midiamax que os demais serviços realizados ainda não tiveram as operações suspensas.

Para que as operações voltem à normalidade, aguardamos o pagamento das faturas em atraso por parte da PMCG ou liberação pelo poder judiciário dos valores bloqueados”, diz a nota. 

Na manhã desta quinta-feira, conforme informações dos coletores, boa parte da frota ficou na garagem. Aproximadamente cinco veículos saíram, pois estavam com combustível para realizar a coleta. 

Insumos

Os problemas com ausência de recursos começaram na noite da terça-feira (13). Uma emenda foi protocolada à ação pedindo que o dinheiro bloqueado judicialmente da Prefeitura seja liberado para a empresa. Na alegação, consta que somente R$ 1,5 milhão foram liberados dos mais de R$ 19 milhões bloqueados. 

A Solurb informou na ação que precisa de ao menos R$ 6,4 milhões para abastecer os veículos e pagar as pendências mais urgentes, mas que o ideal era que fossem disponibilizados R$ 12 milhões para aliviar as dívidas da empresa de água e luz pelos serviços já prestados. No dia seguinte, a  Solurb informou que devido à falta de alguns insumos imprescindíveis à operação, houve problemas para realizar a coleta. 

“Caso a empresa não tenha liberação do dinheiro bloqueado pela justiça ou o pagamento realizado por parte da PMCG, provavelmente a falta de insumos e pagamentos aos fornecedores, acarretará em suspensão dos serviços, até que a empresa possa saldar os compromissos com os fornecedores e ter o fornecimento dos insumos reestabelecidos”, dizia comunicado da empresa.

Na tarde da quarta, a Solurb encaminhou documento solicitando reunião com o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP) para discutir o assunto. Não há resposta ainda da Prefeitura.  Ontem, o Município divulgou nota informando que já teve R$ 600 mil de suas contas bloqueados, em recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), em atendimento a determinação judicial favorável à Solurb.

(Colaborou Evelin Araujo)

Jornal Midiamax