Repasse de R$ 4 milhões da prefeitura por mês é o mínimo aceitável

O diretor-presidente da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), Wilson Levi Teslenco, disse na tarde desta quarta-feira (6) ao Jornal Midiamax que mais serviços prestados pela Santa Casa serão suspensos. De acordo com Teslenco a princípio, além dos serviços ambulatoriais, serão suspensas as cirurgias eletivas.

De acordo com Teslenco, sem o contrato com a Prefeitura de Campo Grande a unidade não consegue manter todos os serviços funcionando. Para a Santa Casa, R$ 4 milhões de repasse da prefeitura por mês é o mínimo aceitável. Sendo R$ 3 milhões para os procedimentos de média complexidade e R$ 1 milhão para os de alta complexidade.

Teslenco afirma que já encaminhou uma minuta para a prefeitura, mas ainda não obteve uma resposta. O presidente garante que por dia a Santa Casa atende em consulta cerca de 250 pessoas por dia e que a paralisação dos atendimentos de média complexidade impacta em outros setores.

“O atendimento ambulatorial qualifica atendimento para internação, cirurgia, e não adianta ficar qualificando esses pacientes, prometendo para eles um evento que eu não tenho um contrato para cobrir”, declarou.

Sobre a suspensão de outros serviços que são oferecidos pelo hospital, Teslenco ressalta que encaminhou para a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) a notificação sobre a suspensão das cirurgias eletivas a partir de segunda-feira (6).

“As cirurgias e os atendimentos de urgências vamos manter. As eletivas serão remarcadas no momento que houver condições para isso”, concluiu. 

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