Cotidiano

Sem negociação, funcionários do asilo São João Bosco mantêm greve

Trabalhadores dizem que só retornam ao trabalho depois de receber

Midiamax Publicado em 16/04/2015, às 12h10

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Trabalhadores dizem que só retornam ao trabalho depois de receber

Cerca de 60 funcionários protestam na manhã desta quinta-feira (16), em frente do Recanto São João Bosco no segundo dia de paralisação por falta de pagamento salarial. A presidente do Senalba-MS (Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional do Estado), Maria Joana Barreto Pereira, diz que até o momento não houve nenhuma negociação.

“Continuamos aqui porque não nos passaram nada até agora. É complicado porque eles pagaram alguns funcionários e outros não. É estranho isso e o asilo não se manifestou, soubemos pela imprensa de que eles alegam a falta de repasse da Prefeitura”, declara.

A presidente do Senalba destaca que apenas 30% dos funcionários permanecem trabalhando. “Deixamos apenas o que é exigido para que os idosos não fiquem desamparados. Ainda bem que muitas pessoas se voluntariaram e vieram ajudar”, destaca. Atualmente o local atende cem idosos entre 70 e 116 anos.

Segundo os relatos dos trabalhadores, alguns funcionários ainda não receberam o pagamento referentes aos meses de janeiro, fevereiro e março. Além do salário, o Senalba afirma que muitos aguardam o pagamento de férias, multas, décimo terceiro e depósito do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

A atendente de bazar, Iracema Cardoso, de 57 anos, que trabalha há 19 anos no Recanto são João Bosco, diz que entrou de férias em janeiro sem que tivesse recebido o pagamento referente ao mês anterior, dezembro.

“Eles pagaram as minhas férias e o restante de dias trabalhadores referentes ao que restou do mês seguinte, mas não me pagaram dezembro que ficou para traz e nem o salário de março que deveria ser integral. Eu preciso receber para colocar minhas contas em dia”, relata.

Situação semelhante aconteceu com a cuidadora de alimentação especial, Maria de Fátima Rezende Mello, de 55 anos, que há sete trabalha no local. “Também tirei férias em janeiro e não recebi dezembro e março. Isso é horrível. Meu nome chegou a ser negativo porque como não recebo, não tenho dinheiro para pagar as contas”, lamenta.

A presidente da Senalba enfatiza que a expectativa é de que a situação seja solucionada em breve. “Esperamos que a sociedade também se mobilize e que o asilo pague os seus trabalhadores”, declara.

A equipe de reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com o Recanto São João Bosco para saber o posicionamento a respeito dos problemas na prestação de contas, citados pelo Senalba e pela Prefeitura, no entanto, foi informada apenas de que não havia ninguém para falar o assunto e que seguiam com as mesmas informações citadas em nota divulgada pela vice-presidente Antunes Minder.

Em nota oficial a vice-presidente garante que “a maioria dos funcionários já receberam seus salários referentes aos meses de janeiro e fevereiro de 2015” e ressalta que “o repasse para o pagamento referente a março e todas as demais pendências serão regularizadas imediatamente após a liberação da próxima parcela dos convênios com a SAS”.

A Prefeitura de Campo Grande, por sua vez, afirma que os valores referentes aos meses de janeiro e fevereiro foram repassados. A assessoria de comunicação alega, não ter realizado o repasse referente a março por problemas na prestações de contas do Recanto São João Bosco.

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