Cotidiano

Projeto Padrinho completa 15 anos com mais de 200 crianças atendidas

O objetivo do projeto é mostrar a realidade das crianças que muitas vezes se encontram em situação de risco

Gerciane Alves Publicado em 09/06/2015, às 18h00

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O objetivo do projeto é mostrar a realidade das crianças que muitas vezes se encontram em situação de risco

Neste mês de junho o Projeto Padrinho completa quinze anos de existência. O projeto que auxilia crianças e adolescentes durante o período em que permanecem em instituições de acolhimento, foi criado em 26 de junho de 2000 pela juíza da Infância e da Juventude de Campo Grande, Maria Isabel de Matos Rocha.

O objetivo do projeto é mostrar a realidade das crianças que muitas vezes se encontram em situação de risco, e estimular o exercício da cidadania por parte da sociedade, proporcionar carinho e afetividade durante a espera por um lar, que para elas, podem durar até a vida adulta.

A intenção é conseguir apoio financeiro e afetivo para as crianças e famílias em risco, através dos diversos tipos de apadrinhamento com a participação de toda a sociedade, ressalta Rosa Pires Aquino, psicóloga da Vara da Infância e da Juventude.

Desde a sua criação, o projeto já atendeu centenas de crianças e tornou se referência nacional atendendo entidades de acolhimento nas diversas modalidades de apadrinhamento.

De acordo com a Coordenadora do Núcleo de Adoção, Lilian Zeola, existem três modalidades de apadrinhamento: padrinho afetivo, padrinho financeiro e padrinho prestador de serviço. O padrinho afetivo é aquele que se aproxima da criança a fim de dar um momento de afeto, carinho. ‘’ Esse padrinho pode ajudar a criança a fazer uma tarefa, levar pra passear, dar um brinquedo, fazer a criança se sentir querida’’, destaca a coordenadora.

 O padrinho prestador de serviço é o profissional liberal como médicos, psicólogos, dentistas que podem oferecer serviços dos quais essas crianças necessitam. Já o padrinho financeiro é aquele que vai ajudar pagando por esse serviço. Dessa forma, todos podem contribuir.

Segundo Lilian, diversas crianças acolhidas foram vítimas de abuso e negligência dos pais, de modo que é importante que durante este período em que ficarem acolhidas seja trabalhada não só a saúde física como também a mental, por isso a psicoterapia infantil é de fundamental importância.

Lilian ressalta que  qualquer pessoa pode ser um padrinho, basta seguir alguns requisitos. “Qualquer pessoa pode procurar o Fórum, mas antes deve fazer uma avaliação psicológica e passar por uma entrevista. Esta pessoa vai ser avaliada dentro das suas possibilidades e depois será comunicado se pode apadrinhar determinada criança!”.

Desde 2011 a CIJ  (Coordenadoria da Infância e da Juventude de Mato Grosso do Sul) vem dando apoio na ampliação do Projeto Padrinho, incentivando implantações e proporcionando treinamentos nas comarcas do Estado.

O Projeto Padrinho já foi implantado por meio da CIJ nas seguintes comarcas do Estado: Campo Grande, Dourados, Corumbá, Ponta Porã, Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas, Àgua Clara, Bataguassu, Aquidauana, Amambai, Nova Andradina, Naviraí, Camapuã, Sonora, Paranaíba, Jardim, Bela Vista, Bonito, Maracaju, Rio Brilhante, Nova Alvorada do Sul.

Ainda existem outros projetos de iniciativa da Vara da Infância e da Juventude de Campo Grande como o Dar à Luz, Minha História Minha Vida e Guarda Sonhos.

Mais informações podem ser obtidas na Vara da Infância e da Juventude da Capital pelo telefone 3317-3447 ou pelo e-mail: [email protected]

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