Votação foi realizada durante assembleia nesta manhã na sede do

Cerca de mil professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) que participaram da assembleia realizada na manhã desta terça-feira (19), na sede do ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais em Educação Pública), votaram pela paralisação prevista para a próxima segunda-feira (25).

Segundo o presidente do Sindicato, Geraldo Alves Gonçalves, não houve acordo durante as negociações com a Prefeitura. Ele destaca que a categoria reivindica o reajuste de 13,1% para a integralização do piso, o que elevaria os salários de R$ 1.679 para R$ 1.917 por 20 horas semanais.

“Tentamos negociar várias vezes, mas não houve acordo. Queremos que o piso seja cumprido e se a Prefeitura oferecer alguma proposta que compense, colocaremos um fim à greve”, declara o presidente do Sindicato. A professora, Jane Ruiz, de 44 anos, que trabalha há 25 anos na Rede Municipal de Ensino, destaca a necessidade da valorização dos professores.

“Sou chefe de família, trabalho três períodos por dia. Existe a lei de responsabilidade fiscal que não está sendo aplicada no município e que ele [prefeito Gilmar Olarte] não está cumprindo. O Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] não é só para reforma, mas também melhoria de salário e cursos de pós-graduação. É revoltante o que o professor ganha”, afirma.

A reivindicação representa seis mil professores concursados e outros dois mil contratados pela Semed (Secretaria Municipal de Educação). Dos mil profissionais que participaram da assembleia, apenas um votou contra a paralisação e outro se absteve do voto.

Com nariz de palhaço, os professores seguem agora para a Câmara Municipal de Campo Grande. A intenção é pedir apoio para que os vereadores possam intermediar as negociações com o município. 

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