Professores voltam a trabalhar durante greve e geram polêmica entre categoria
Sindicato diz que classe deve se manter unida e coesa
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Sindicato diz que classe deve se manter unida e coesa
Professores da Escola Municipal Carlos Vilhalva Cristaldo, localizada na Rua Pádua Gazal, no Jardim Aeroporto, na região oeste de Campo Grande, geraram polêmica ao decidir retomar as atividades no período de greve. Alguns docentes criticaram a atitude dos colegas de profissão.
Uma leitora do Jornal Midiamax, que preferiu não se identificar, afirma que a decisão pode atrapalhar o aprendizado dos alunos. “Ter aula com quantidade de professores reduzidos, é pior que ter reposição de aula”, declara. Ela diz ainda que os professores foram “obrigados” a voltar ao trabalho, o que foi negado pela diretora da escola, Rosa Maria Rodrigues.
Conforme a diretora da escola que atende 1.240 alunos do 1º ao 9º ano e EJA (Educação de Jovens e Adultos), o colégio conta com 19 professores no período matutino, que lecionam para turmas do 1º ao 5º ano, destes nove voltaram ao trabalho. À tarde, são 21 docentes dos quais oito estão trabalho.
A diretora afirma que os professores que optaram por retomar às atividades, são efetivos e convocados. “Eles já haviam me procurado antes querendo voltar a dar aula, então os convidei disse para voltar nesta semana porque teremos uma ação municipal para a população local, no próximo sábado (13)”, explica.
Já os 31 professores que lecionam para as turmas do 6º ao 9º anos, permanecem em greve. Quanto ao retorno antes do fim da paralisação da categoria, a diretora garante que não haverá prejuízo no aprendizado dos alunos. “Ninguém vai ser prejudicado”, assegura.
A paralisação na Reme (Rede Municipal de Ensino), começou no dia 25 de maio e até de acordo com o ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), a greve foi aderida por mais de 60% da categoria.
O presidente do ACP, Geraldo Gonçalves, critica a decisão dos professores. “O sindicato defende que a paralisação deve ser iniciada e terminada nele porque isso gera um desconforto para os alunos. O ideal é voltar todos de uma vez. Se estivermos pensando só no aluno, não há equilíbrio de força porque esta á uma forma de mostrar que a categoria está insatisfeita. O melhor é a categoria se manter unida e coesa até a Prefeitura atender a reivindicação”, declara.
Na manhã desta quarta-feira (10), o prefeito recebeu a contraproposta sobre as condições de reajuste, encaminhada pelo Sindicato, no entanto, ainda não foi divulgada a decisão da Prefeito. Ainda hoje, às 15 horas, a categoria se reúne para discutir o assunto.
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