Cotidiano

Prefeitura e Caixa estão analisando obra da Ernesto Geisel que está há 8 anos no papel

Obras vão abranger 7,5 quilômetros

Wendy Tonhati Publicado em 30/09/2015, às 15h35

None
obra_ernesto_geisel.jpg

Obras vão abranger 7,5 quilômetros

Técnicos da Prefeitura e da Caixa Econômica Federal estão analisando os critérios de adequação que serão necessários para dar continuidade à obra da Avenida Ernesto Geisel, em Campo Grande. O prefeito Alcides Bernal disse na manhã desta quarta-feira (30) que já foi até a Caixa Econômica Federal para poder dar andamento e começar as obras no local. 

“Essas obras constam no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e precisam ter início. Tem fatores técnicos de ajustamento de valores que vão ser adequados pela nossa equipe, mas as adequações serão principalmente pela equipe da Caixa Econômica Federal”, disse. 

A promessa de reformular o manejo de águas do Rio Anhanduí, na Avenida Ernesto Geisel, já dura oito anos. Em maio deste ano, a Prefeitura de Campo Grande relançou o edital para contratar empresas para realizarem a obra, dividida em cinco lotes, segundo publicações no diário oficial do Estado e da União.

Obras

As obras serão realizadas entre a Rua Santa Adélia, nas proximidades do Shopping Norte Sul, até a Avenida Campestre, no fim da Ernesto Geisel, uma extensão de 7,5 quilômetros. 

Lançada na gestão do ex-prefeito Nelson Trad Filho, o projeto nunca saiu do papel, e saltou de R$ 40 milhões para R$ 68 milhões. Na primeira licitação feita não houve empresas interessadas em tocar a obras e, segundo a administração, erros no edital afastaram os concorrentes.

A obra, que vai beneficiar a região urbana do Anhanduizinho, a mais populosa da Capital com aproximadamente 150 mil habitantes, deverá começar ainda neste ano e deve levar 18 meses para ser concluída.

A prefeitura pretende implantar, na obra, seis praças de convívio ao longo da via, pista de caminhada e ciclovia, além de defensas metálicas em pontos de risco para queda de veículos no rio.

Todo o sistema de drenagem ao longo do rio será corrigido para pôr fim às enchentes. O fundo do rio não será concretado para garantir sua biodiversidade. Para evitar erosão e manter o leito estabilizado, serão instalados travessões a cada 20 metros.

Jornal Midiamax