Por falta de aparelhos, enfermeiros se revezam em respirador manual

Há cinco pacientes nessa situação em Campo Grande
| 24/05/2015
- 01:22
Por falta de aparelhos, enfermeiros se revezam em respirador manual

Há cinco pacientes nessa situação em Campo Grande

Enfermeiros e técnicos de enfermagem estão se revezando para que cinco pacientes da rede pública de saúde continuem vivos em Campo Grande, neste sábado (23). De acordo com pacientes da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário, dois pacientes estão ‘entubados’ e no local não há respirador mecânico.

Ainda de acordo com pacientes, os técnicos de enfermagem que estão de plantão, sendo quatro no total, estão se revezando para ambuzar os pacientes, ou seja, estão utilizando um respirador manual. Um funcionário que não quis se identificar informou à equipe do Jornal Midiamax que há cinco pacientes nessa situação em Campo Grande.

Segundo o funcionário, além dos dois do Bairro Universitário, outros três pacientes sendo das unidades de saúde dos bairros Coronel Antonino, Vila Almeida e Tiradentes estão na mesma situação.

A equipe do Jornal Midiamax esteve na unidade, mas nenhuma informação foi passada pela administração. Os funcionários, que não quiseram se identificar, afitrmaram que a unidade está com o movimento mais baixo que o esperado, mas ainda assim está cheia e que o atendimento está demorado.

A coordenadoria de urgência da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) confirmou por meio da assessoria de imprensa a situação nas unidades de saúde. A Sesau informou que está tentando resolver a situação e que está em busca constante de vagas para esses pacientes. Segundo a secretária, a falta de aparelhos se deve pela alta demanda e porque alguns estão quebrados ou danificados.

Ainda de acordo com a assessoria, os pacientes estão assistidos por profissionais de saúde que não vão permitir a transferência para um hospital sem que aja a confirmação do aparelho mecânico e de um leito. A Sesau ressalta que os hospitais particulares também estão sem vagas para atender à demanda. 

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