Paralisação deixará 16 mil alunos sem aula nas Universidades Federais de MS

Movimento deve ocorrer na sexta-feira (29) em todo o país
| 26/05/2015
- 17:18
Paralisação deixará 16 mil alunos sem aula nas Universidades Federais de MS

Movimento deve ocorrer na sexta-feira (29) em todo o país

A paralisação anunciada durante assembleia realizada na manhã desta terça-feira (26), pela ADUFMS (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) deixará 16 mil alunos sem aula nas UFMSs (Universidades Federais de Mato Grosso do Sul). O movimento será realizado na próxima sexta-feira (29), por conta do impasse nas negociações salariais.

Segundo o diretor financeiro da ADUFMS, Marco Aurélio, 1.320 professores e três mil administrativos reivindicam reajuste de 27% e reestruturação da carreira com progressão funcional de índice de 5% entre um nível profissional e outro. Atualmente o salário de professores graduados inicialmente para 20 horas aulas é de R$ 2.080,00, mestres R$ 4 mil e doutores R$ 8.600.

“Além da paralisação nacional na sexta-feira, já temos um indicativo de greve para o dia 15 de junho. Nesse tempo pretendemos construir um diálogo com o governo Federal para tratar sobre o reajuste”, afirma. Segundo Marco Aurélio, duas propostas já foram protocoladas e encaminhadas ao MEC (Ministério da Educação) e ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

“Entregamos as propostas em março e dezembro de 2014 e por conta da eleição presidencial, entregamos outra em março de 2015, mas até o momento não houve uma contraproposta do governo Federal, no entanto, até o momento as propostas não foram aprovadas e nem rejeitadas, estão em estudo”, ressalta.

Durante as negociações, o governo Federal concedeu aumento dos auxílios de alimentação, creche e saúde, mas os valores não foram revelados. O diretor financeiro da ADUFMS destaca apenas que os benefícios não são suficientes. “Queremos o reajuste porque é isso que faz a diferença”, declara.

O doutor Moacir Lacerda, de 59 anos, leciona na UFMS há 13 anos e destaca a necessidade de aumento. “O reajuste é justo. Trabalhamos para isso, vivemos em um estresse muito grande. Os melhores professores acabam indo para a iniciativa privada porque têm de sustentar a família”, enfatiza.

Ao todo são 16 mil alunos no Estado, entre eles, oito mil em Campo Grande. Além da Capital, Mato Grosso do Sul conta com universidades federais em Aquidauana, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas. A paralisação deve ocorrer nas 64 instituições federais de ensino do país.

Veja também

O governador Reinaldo Azambuja disse que 92% dos falecidos pela doença em uma semana não eram vacinados

Últimas notícias