Cotidiano

Em posto de saúde, motorista é orientado a pagar R$ 80 mil por tratamento particular

Outra alternativa dada foi aguardar três meses por um especialista em coluna da rede pública

Midiamax Publicado em 08/04/2015, às 15h42

None
cem.jpg

Outra alternativa dada foi aguardar três meses por um especialista em coluna da rede pública

Um motorista que sofre com grave problema na coluna vai precisar desembolsar R$ 80 mil, para ser atendido por um médico particular, ou esperar por três meses por um tratamento pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Claudemir Luiz de Souza, de 62 anos, teve estas alternativas colocadas à mesa ao procurar, na última segunda-feira (7), o CEM (Centro de Especialidades Médicas) do Bairro São Francisco em Campo Grande.

 Os funcionários da unidade teriam revelado, ao motorista, que a dificuldade em se conseguir um atendimento ou uma cirurgia com um ortopedista especialista em coluna é por conta da existência de apenas um profissional em toda Capital.

Por sofrer de artrose na coluna vertebral o idoso teve uma das vértebras lesionadas. Segundo ele, por este motivo, a dor é insuportável.

“Procurei o CEM para tentar agendar uma cirurgia, mas só me deram essas alternativas. Ainda bem que, pelo menos, me aplicaram uma injeção com um medicamento que alivia a dor que estou sofrendo”, explica.

Claudemir conta, ainda, que, em vista da dor, ele tem dificuldades para caminhar. “A minha perna começa a endurecer e sou obrigado a procurar um médico. Caminho com dificuldades e estou dormindo mal por conta disso”, reclama.

Outro lado

Em contrapartida, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) ressaltou que indicar um tratamento na rede particular não é a orientação do município, ou seja, a saúde pública deve oferecer um tratamento adequado. Por isso, a secretaria informou que o usuário pode fazer uma denúncia pelo telefone 3314-9955, toda vez que um servidor der este tipo de conselho.

Já a coordenadora de especialidades do CEM, Márcia Cerezer, negou que o centro tenha apenas um profissional especializado em coluna vertebral para atender o município de Campo Grande, mas não soube informar a quantidade exata destes profissionais atuando na Capital.

Jornal Midiamax