Membros foram divididos em quatro setores

Os membros da (Secretaria Municipal de Saúde Pública) e da SES (Secretaria do Estado de Saúde) que vão reforçar a comissão que audita as contas da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande) se reuniram nesta quarta-feira (13) com os secretários de saúde, Nelson Tavares e Jamal Salem, e o presidente da associação, Wilson Teslenco, para definirem como será feira a auditoria nas finanças e nos processos do hospital.

Ao final da reunião, que foi realizada na sala da presidência do hospital, o secretário do município explicou que aos membros foram divididos em quatro setores. “Eles se dividiram em quatro setores sendo o Pronto-Socorro, atendimento geral, auditoria nas contas e almoxarifado”, disse Salem.

De acordo com Salem a comissão vai atender uma demanda do Estado para achar uma solução para as contas do hospital. “O Estado tem um papel importante na Santa Casa e para participar quer conhecer a realidade do hospital. Essa comissão não vai fiscalizar, mas sim buscar dados do hospital”, frisou.

O secretário de saúde do Estado, Nelson Tavares, destacou que a reunião serviu para que os auditores tivessem um plano de como vão atuar. Segundo Tavares durante a reunião os membros entraram no consenso sobre a administração da Santa Casa. “Temos que trabalhar em tripartite (SES, Sesau e ABCG) para ter uma solução para Santa Casa. Ficou firmado que a comissão não vai analisar só os recursos necessários, mas também os processos que são feitos pelo hospital”.

Ainda segundo Tavares, o Estado tem a preocupação com as contas da SES e a auditoria vai ajudar a compreender o que está sendo comprado e qual o valor de mercado do serviço. “Queremos conhecer o que está comprando para eventualmente comprar mais barato em outro local”.

Tavares descarta a possibilidade dos serviços da Santa Casa serem transferidos para postos de saúde ou outros hospitais da Capital. O secretário afirmou que a intenção do Governo de Mato Grosso do Sul é aumentar os serviços oferecidos e ampliar o atendimento.

Já o presidente da Santa Casa, Wilson Teslenco, afirmou que a comissão ainda não apresentou a estrutura de trabalho. O presidente garantiu que foi apresentada uma proposta geral dos trabalhos que serão feitos. “Devem fazer nos próximos dois e ou três dias. Nesse momento fizeram uma proposta geral de como devem ser feitos os trabalhos”.

Sobre os contratos com a Prefeitura e com o Governo, Teslenco ressaltou que gostaria de um contrato em longo prazo de no mínimo cinco anos. “Queremos chegar a uma solução duradoura ou definitiva. Acredito que definitiva seja impossível, que pelo menos seja duradoura”.

Comissão

A comissão tem até o dia 31 de maio para apresentar um relatório a SES e a Sesau sobre as finanças e os processos que são feitos na Santa Casa. Após a apresentação do relatório é que os gestores do Estado e do Município devem sentar e firmar um novo contrato com a ABCG.

Além dos membros da Santa Casa que já faziam parta da comissão, a Sesau ainda incorporou cinco pessoas, sendo elas: Daniel Kiozo Saito, coordenador da Coordenadoria de Regulação dos Serviços de Saúde; Dr. Nilo Sérgio Laureano Leme, auditor de serviço de saúde; Tatyana Weber Leite, enfermeira do Dris (Diretória de Relações Institucionais e Saúde); Fernando Hortenci Borges Ferreira, odontólogo do Dris; Renato Loureiro de Figueiredo, médico do Dris.

Da SES apenas dois auditores vão complementar a comissão. São o Domingos Sávio de Lima e Ana Claudia Artigas Figueiredo.

A Santa Casa adicionou apenas mais um representante na comissão, Claudenice Valente, diretora operacional do hospital.

O presidente da ABCG espera que com a entrega do relatório a Prefeitura e o Governo possam entrar em acordo com a associação para que os repasses de junho sejam feitos em julho e não tenha a paralisação de serviços. “Nós temos o compromisso de chegar ao bom termo após a entrega do relatório. As clausulas devem ser concluídas até 31 de maio”, concluiu. 

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