Cotidiano

Catadores querem ficar em área de transição mesmo com entrega de UTR

Solurb vai pedir R$ 4,5 mi da prefeitura por construção

Wendy Tonhati Publicado em 11/08/2015, às 16h32

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Solurb vai pedir R$ 4,5 mi da prefeitura por construção

Os catadores, que estão na área de transição do aterro sanitário de Campo Grande, podem ficar mais 30 dias no local, mesmo com a inauguração da UTR (Unidade de Triagem de Resíduos), na próxima sexta-feira (14). De acordo com o superintendente da Solurb, Elcio Terra, a permanência foi um pedido dos próprios catadores e a empresa vai entrar com uma ação, para que a Justiça autorize a permanência. “Acredito que não vai haver oposição”, diz. A previsão era de que a área fosse desativada ao mesmo tempo em que a UTR fosse inaugurada. 

Conforme o superintendente, pelo panorama atual, a UTR tem mais capacidade de operação do que catadores dispostos a trabalhar no local. A unidade vai ter capacidade para 414 postos de trabalho, divididos em três turnos, porém até agora, menos de 100 catadores se organizaram em forma de cooperativas. “Não tem trabalhadores nem para um turno, por enquanto”, diz Terra.

A capacidade de trabalho na UTR está relacionada à expansão da coleta seletiva na Capital. Segundo Terra, vai ser analisada a capacidade dos trabalhadores para caso haja demanda, aumentar a coleta seletiva. Embora garanta que não é o objetivo, o superintendente diz que há a possibilidade da empresa assumir a UTR. “Se as cooperativas não derem conta de tocar, a gente pode encampar a URT. Mas tem que sentar com a prefeitura e não é o nosso interesse”, afirma.

Com relação às recomendações feitas pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), o superintendente diz que o jurídico da empresa está verificando, mas garante que as recomendações seriam para quem vai operar na UTR, no caso, a cooperativa.

Recuperação ambiental

Segundo a Solurb, no momento em que for fechada a área de transição, será retomado o Prad (Plano de Recuperação de Áreas Degradadas). O superintendente diz que serão renovados os levantamentos já feitos para prosseguimento dos trabalhos.  Com relação ao chorume – resíduo da decomposição da matéria orgânica – a expectativa da empresa é aumentar lagoa de retenção.

Valor total

Segundo o superintendente, ainda não é possível divulgar o valor total da construção da UTR, a estimativa é de que a obra tenha custado pelo menos R$ 4,5 milhões.

No primeiro contrato com a prefeitura de Campo Grande, estava previsto apenas a operacionalização, como a Solurb assumiu a obra em agosto do ano passado e se responsabilizou pela conclusão o valor terá que ser repassado à prefeitura de Campo Grande. Segundo o superintendente, a empresa “vai sentar com a prefeitura” para conversar e saber como vai ser feito o acerto: se a empresa vai ser remunerada ou se o ônus da concessão será diminuído. 

Jornal Midiamax