O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi preso na manhã desta terça-feira (9) em operação que investiga a interferência da corporação no das eleições de 2022.

Os mandados foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Silvinei foi preso em Florianópolis.

As ações da PRF e também de polícias militares no Nordeste do País, região com mais eleitores do então candidato (PT) na disputa com Jair , que tentava reeleição, são investigadas. Há suspeitas que blitze ordenadas pelo comando das corporações tenham dificultado que eleitores chegassem aos locais de votação.

Silvinei foi um dos ouvidos pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que apura os atos de 8 de janeiro, quando manifestantes depredaram as dependências dos Três Poderes e do Congresso Nacional, em Brasília, em protesto à derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro, que não se reelegeu.

Interferência nas eleições

Em 30 de outubro, dia do segundo turno, a PRF fez blitze que interferiram na movimentação de eleitores, sobretudo no Nordeste, onde Lula (PT) tinha vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto.